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França

Air France KLM: conflito político-diplomático

media  
Ben Smith, presidente do grupo Air France-KLM. REUTERS/Clodagh Kilcoyne

A decisão tomada pelo Estado holandês de entrar no capital do grupo Air France-KLM, desencadeia um conflito político-diplomático entre Paris e a Haia. Por intermédio do seu ministro das Finanças, Bruno Le Maire, a França qualificou de hostil e incompreensível a operação holandesa.

Na quarta-feira,o governo holandês anunciou ter concluído a sua operação de aquisição de participações no grupo aéreo Air France-KLM e possuir,de agora em diante, 14% das acções, isto é, quase tanto como a França.

Segundo os analistas, a operação efectuada pelo governo de Haia tem como objectivo reduzir a influência de Paris no seio do referido grupo de transportes aéreos.

Em declarações ao canal de televisão parlamentar Public Sénat, o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, qualificou a decisão holandesa de "hostil" e considerou que a mesma pode contribuir para a desvalorização do grupo Air France-KLM.

Le Maire preconizou o diálogo entre os governos francês e holandês, para que sejam encontradas soluções aos problemas enfrentados pelo grupo aéreo.

A aquisição de participações suplementares por Haia , sem que a mesma tenha sido préviamente comunicada a Paris, faz com que o Estado holandês tenha de agora em diante a palavra no Conselho de Administração do grupo, composto por 16 membros, dos quais dois propostos pelo Estado francês, bem como um representante do Estado, designado por decreto ministerial.

De acordo com Ruxandra Haradau-Doser, especialista em transportes aéreos do gabinete de consultoria Kepler Cheuvreux, a participação de 14% proporciona ao Estado holandês um poder limitado no seio de Air France - KLM, mas contribui para reforçar a sua influência.

Os peritos holandeses, afirmam que o governo da Holanda decidiu efectuar a operação, sobre a qual o presidente de KLM, Pieter Elbers, também não foi informado, por recear que a companhia KLM fosse absorvida por Air France.

Segundo também os peritos, a Holanda deseja proteger as suas firmas nacionais, numa altura em que o proteccionismo se expande na Europa e no mundo inteiro.

Os mesmos afirmam igualmente que os governantes holandesses temiam, que o novo presidente de Air France- KLM, o canadiano Ben Smith, transferisse para o aeroporto Charles de Gaulle Paris-Roissy mais voos do grupo Air France-KLM, em detrimento do seu congénere Amesterdão-Schipol que tem registado uma baixa de frequentação nos últimos meses.

O anúncio da operação financeira do governo holandês, provocou, na quinta-feira, uma queda de 2,6 % nas acções do grupo Air France -KLM, que valem agora 10,94 euros cada uma.

A luta de influência, entre Paris e Haia, no seio do grupo de transportes aéreos franco-holandês, marcada por este novo episódio, transformou-se num conflito político-diplomático, com o ministro Bruno Le Maire a afirmar que espera esclarecimentos da parte do seu homólogo holandês, Wokpe Hoestra.

O Presidente Emmanuel Macron, pediu igualmente esclarecimentos à Holanda sobre as suas intenções.

De acordo com o jornal batavo AD, a aquisição de participações pelo governo de Haiafoi planificada desde 2017 e discutida em reuniões secretas, nas quais estiveram presentes somente o Primeiro-ministro holandês Mark Rutte, o ministro das Finanças Wopke Hoekstra,a ministra das Infra-estruturas Cora van Nieuwenhuizen, assim como o da Economia,Eric Wiebes.

A decisão final sobre uma maior participação do Estado holandês no capital de Air France-KLM, foi tomada no dia 15 de Fevereiro, data na qual Wopke Hoesktra e a senhora van Nieuwenhguizen se avistaram com Ben Smith, presidente do grupo de transportes aéreos.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.