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Mundo

Primeira-ministra neo-zelandesa dirige-se aos muçulmanos

media  
A Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Arden. 15 de Março de 2019 AP

A Primeira-ministra neo-zelandesa Jacinda Arden, dirigiu nesta terça-feira uma profunda mensagem de solidariedade à comunidade muçulmana do país e prometeu nunca mais pronunciar o nome do supremacista branco australiano, autor do massacre de 50 crentes muçulmanos, em duas mesquitas da pequena cidade. A mensagem da chefe do Governo da Nova Zelândia,ocorreu numa altura em que os corpos das vítimas da chacina de Christchurch começam a ser entregues as famíilas, para  que,como prevê a tradição muçulmana,sejam sepultados o mais depressa possível.

Num discurso pronunciado em Wellington diante do parlamento neo-zelandês e dirigida a comunidade muçulmana do seu país, a Primeira-ministra Jacinda Arden considerou que o acto terrorista levado a cabo por Brenton Tarrant, um supremacista branco australiano, no dia 15 de Março quando crentes muçulmanos da cidade de Christchurch faziam a tradicional oração das sextas-feiras, tinha vários objectivos, entres estes a busca de notoriedade.

De acordo com Arden,esta última, é o motivo pelo qual, ela decidiu não citar no seu discurso o nome do extremista australiano.

A chefe do governo da Nova Zelândia sublinhou igualmente, que o autor da carnificina, durante a qual foram assassinados 50 muçulmanos, será passível de um rigoroso julgamento.

Jacinda Arden, qualificou o australiano de criminoso e extremista e implorou que em vez de pronunciarem o nome do terrorista, citem antes os das vítimas muçulmanas do supremacista, que antes do seu ataque sinistro tinha publicado nas redes sociais um manifesto racista.

O discurso de Jacinda Arden ocorreu numa altura em que os corpos das 50 vítimas, do massacre de Christchurch,começam a ser restituídos às famílias e dezenas de familiares chegam, de todo o mundo, a cidade neo-zelandesa para os funerais.

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.