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Mundo

Irlanda do Norte: jornalista abatida e receio de mais violência

media  
Lyra McKee, jornalista de 29 anos abatida a tiro na noite de quinta-feira em Londonderry, na Irlanda do Norte. Facebook

Uma jovem jornalista foi morta a tiro,durante um motim ocorrido na noite de quinta-feira em Derry, regiao da Irlanda do norte. Segundo as autoridades policiais, a morte de Lyra Mckee poderia aparentar-se a um acto terrorista, na sequência da onda de violência que tem ressurgido na citada província do Reino Unido.

Segundo Mark Hamilton, Comissário Assistente de Polícia do município de Londonderry, Lyra McKee de 29 anos de idade foi vítima da violência orquestrada no bairro de Creggan, na noite de quinta-feira.

Antes de ser abatida a tiro, Mckee tinha publicado nas redes sociais uma imagem dos distúrbios no bairro de Creggan com as legendas , esta noite em Derry, loucura absoluta! .

Imagens,do motim ocorrido em Creggan, mostravam um carro e um furgão em chamas, bem como indivíduos encapuzados que lançavam bombas incendiárias e fogos de artifício contra viaturas da polícia.

De acordo com Mark Hamilton ,o tiro ,que feriu mortalmente Lyra Mckee, foi disparado por um atirador a partir de uma zona residencial da cidade. Hamilton acrescentou, que o atirador pode ser um radical do movimento republicano dissidente, denominado New IRA (Novo Exército Republicano Irlandês) .

Segundo ainda o Comissário Assistente de Polícia, a morte da jovem jornalista irlandesa,foi qualificada de acto terrorista e as investigações por assassínio estão a decorrer .

Lyra Mckee, que tinha trabalhado para a revista The Atlantic e para o site de informação Buzzfeed News, foi designada em 2016 pela Forbes Magazine, personalidade mediática de menos de 30 anos.

Referindo-se ao conflito entre as comunidades católicas e protestantes da Irlanda da Irlanda do Norte, o Primeiro-ministro da República da Irlanda (Eire), Leo Varadkar sublinhou que não se pode permitir que os que desejam propagar a violência,o medo e o ódio tragam de novo os irlandeses ao passado.

O seu homólogo britânico, Theresa May qualificou a morte de Lyra Mckee de chocante e insensata.

A morte da jovem jornalista ocorre por ocasião da Good Friday (Sexta-feira Santa), data em que os partidários do movimento republicano irlandês celebram o início da insurreição, contra a governação britânica na Irlanda, ocorida em 1916.

Foi igualmente, na Sexta-Feira Santa há 21 anos, que Republicanos e Unionistas assinaram em 1988 o Good Friday Agreement ( Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa ),que pôs fim a três décadas de um sangrento e sectário conflito na Irlanda do norte, durante o qual morreram 3.500 pessoas.

A polícia norte-irlandesa suspeita o Novo Exército Republicano ( New IRA) de estar na origem da violência, que ressurgiu no decurso dos últimos meses na citada província britânica, também conhecida pelo nome de Ulster.

Na Europa,os observadores temem que os recentes ataques, ocorridos na Irlanda do Norte, sejam o sinal de que grupos paramilitares tentam aproveitar a situação confusa decorrente do Brexit, que poderá resultar no restabelecimento da fronteira entre a República da Irlanda e a província britânica.

Históricamente tido como o bastião do republicanismo na Irlanda do Norte, o município de Londonderry foi, em 1972, o lugar de um dos episódios mais tenebrosos da revolta contra a presença britânica na Irlanda, conhecido pelo nome de Bloody Sunday imortalizado numa das canções emblemáticas da banda de rock irlandeza U2, Sunday Bloody Sunday.

Sunday Bloody Sunday, relatao sangrento episódio acontecido em 30 de Janeiro de 1972, na zona de Bogside de Londonderry, durante o qual 28 pessoas, entre as quais treze adolescentes, foram mortas pelo exército britânico no decurso de uma marcha pelos direitos civis dos católicos da Irlanda do Norte.

A referida composição está incluída em War, terceiro álbum da banda irlandesa publicado em 11 de Março de 1983pela gravadora Island Records.

 

 

 

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.