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França

Libertação de reféns franceses no Burkina Faso

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O Presidente francês, Emmanuel Macron .Paris 10 de Maio de 2019. REUTERS/Gonzalo Fuentes

As forças especiais francesas libertaram na noite de quinta para sexta-feira,no norte do Burkina Faso, quatro reféns, entre os quais, dois franceses, uma americana e uma sul-coreana. Dois militares franceses morreram durante a complexa operação na qual quatro raptores foram igualmente neutralizados.

Segundo um comunicado da presidência francesa, a libertação dos reféns franceses Patrick Picque e Laurent Lassimouillas, assim como de uma americana e de uma sul-coreana, foi possível graças à operação militar, realizada no norte do Burkina Faso.

Picque e Lassimouillas foram raptados no dia 1 de Maio, quando efectuavam uma estadia turística no Benim, país até à data poupado pela insegurança que assola a África Ocidental, onde operam numerosos grupos jiadistas associados às redes islamistas Al-Qaïda e Daech, esta último autodenominada Estado Islâmico.

Quatro raptores morreram durante a operação, de acordo com o Estado-Maior francês, que não divulgou o nome do grupo de sequestradores.

O corpo do guia beninense dos dois franceses tinha sido descoberto no sábado, no parque nacional de Pendjari, onde os três efectuavam um safari. Posteriormente o veículo em que eles circulavam foi descoberto no leste do Burkina Faso, país confrontado nos últimos três anos com graves problemas de segurança e cuja situação na matéria se agravou no primeiro trimestre de 2019.

Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, foram os dois oficiais das forças especiais francesas, adidos à Marinha, mortos durante a operação. O Presidente Emmanuel Macron apresentou em nome do Estado francês as condolências às famílias dos dois militares.

Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos negócios estrangeiros saudou igualmente a memória dos militares franceses, bem como dirigiu os seus pensamentos aos parentes do guia beninense, segundo Le Drian,assassinado barbaramente, no decurso do rapto dos dois franceses.

A família de Patrick Picque, informou que os dois reféns franceses regressam sábado à Paris.

Peritos, assim como fontes ligadas às questões de segurança, afirmaram que o norte de países costeiros da África Ocidental, como o Togo e o Benim, tornou-se, nos últimos meses, vulnerável à estratégia, de expansão e multiplicação das frentes, adoptada por grupos armados.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.