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Mundo

Itália: Migrantes do Open Arms acolhidos

media Migrantes socorridos ao largo da Líbia pelo navio humanitário «Open Arms» desembarcaram em Lampedusa a 20 de Agosto de 2019. REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Foi por volta da meia noite que os quase 100 migrantes a bordo do barco Open Arms desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa, na sequência de uma decisão de justiça. Esta medida permitiu por cobro a 19 dias de espera, ao largo do território transalpino. E isto perante a recusa taxativa do ministro do interior, Matteo Salvini, em permitir o desembarque, não obstante o acordo de um grupo de 6 países europeus para acolher os passageiros do barco.

Foi um alívio para os agora cerca de 80 migrantes que esperavam pela luz verde das autoridades italianas e que desembarcaram em Lampedusa a meio da noite.

Cerca de 15 outros, escassas horas antes, tinham-se atirado ao mar e sido resgatados pelos socorristas transalpinos.

O grupo total tinha sido socorrido pelo navio humanitário da ong espanhola Open Arms ao largo da Líbia, no Mar Mediterrâneo.

O procurador de Agrigente, na Sicília, tinha-se entretanto deslocado ao barco para avaliar as condições sanitárias, com a polícia judiciária e dois médicos. Foi ele que acabou por exigir a apreensão do Open Arms e o desembarque sem demoras dos migrantes devido à situação extremamente tensa a bordo, uma investigação foi aberta pela justiça.

Porém outro barco, o Ocean Viking, com 365 pessoas resgatadas do Mar Mediterrâneo continua à espera de um porto para desembarcar estes outros migrantes.

No cais de Lampedusa Paola Pizzicori, de 52 anos, em declarações à enviada da rfi, Juliette Gherbrand, fez questão em vir dar as boas-vindas aos migrantes.

"Penso que é importante manifestar a nossa solidariedade e proximidade, para que percebam que estamos com eles. E que não estamos de todo com aqueles que quiseram que ficassem 19 dias no mar em condições inaceitáveis."

Por seu lado a antiga edil da ilha, Giusi Nicolini, denunciava o aproveitamento político do caso por Matteo Salvini, ministro do interior, que se opôs sempre a este desembarque ocorrido no dia em que caíu o seu governo.

"O sofrimento destas pessoas para Salvini foi uma forma de subir nas sondagens eleitorais. É por isso que hoje me parece ser um dia importante: a procuradoria de Agrigente, ou seja a magistratura, pelo contrário realçou que há limites à crueldade e que não se podia continuar daquela maneira. Agora caíu o governo, acho que ninguém mais o poderá salvar de um eventual processo."

Foi ao som do emblemático hino "Bella ciao" de resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial que os populares acolheram os migrantes nesta pequena ilha italiana.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.