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Mundo

Baterias de iões de lítio merecem Prémio Nobel da Química

media Anúncio do Prémio Nobel da Química a 9 de Outubro de 2019. REUTERS

O Prémio Nobel da Química foi atribuído hoje a três investigadores dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão devido a investigações em torno das baterias de lítio. Foram recompensados John Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino, o primeiro dentre eles conta nos seus trabalhos com a portuguesa Helena Braga.

"A Academia real sueca de ciências decidiu hoje atribuir o Prémio Nobel da Química conjuntamente a John Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelo desenvolvimento das baterias de iões de lítio."

Um americano, um britânico e um japonês que têm desenvolvido trabalhos de "baterias leves, recarregáveis e poderosas usadas em todo o lado, em telefones, computadores e carros eléctricos", especifica a Academia.

Estas investigações permitem conservar quantidades significativas de energia solar e eólica, abrindo caminho a uma sociedade livre de combustíveis fósseis, um tema particularmente actual em contexto de urgência climática.

John Goodenough, professor da Universidade do Texas, tem contado nos seus trabalhos de há quatro anos a esta parte com a portuguesa Helena Braga, da Faculdade de engenharia da Universidade do Porto, que criou uma nova geração de baterias sólidas.

O investigador americano é tido como o pai das baterias de iões de lítio, uma invenção do início da década de 90, que revolucionou o mundo da tecnologia com a multiplicação de aparelhos que funcionam sem fios através de baterias recarregáveis.

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