A missão de observadores presente em Moçambique mostra-se preocupada com o atraso na divulgação dos resultados do escrutínio de 15 de Outubro, mas a CNE alega que há zonas que revelam claros sinais de ocorrência de fraude, e o atraso deve-se ao desejo desta entidade de que « nada fique pouco claro ».
Entretanto, a polémica já estalou. O principal partido da oposição, Resistência Nacional Moçambicana, (Renamo), rejeita alguns resultados preliminares, e interpôs hoje uma acção em tribunal na cidade de Quelimane, alegando o desaparecimento de editais de 39 assembleias de voto, correspondendo a 15 mil eleitores, apesar de ter ganho na capital da província da Zambézia, segundo maior círculo eleitoral do país.
O correspondente da RFI em Maputo, Orfeu Lisboa, ouviu o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, e deu mais pormenores