O governo aprovou o decreto e o respectivo regulamento deste fundo que se destina a facilitar a reinserção social dos veteranos da guerra de Libertação Nacional e dos combatentes desmobilizados do exército governamental e da Renamo. Sem anunciar os montantes envolvidos na criação deste fundo, Aiuba Cuereneia, ministro da Planificação e Desenvolvimento e porta-voz da sessão, falou do que se pretende.
A criação do Fundo de Paz e Reconciliação Nacional acontece no momento em que, paralelamente, o governo e a Renamo permanecem no impasse quanto às modalidades da desmobilização e subsequente integração dos combatentes da Renamo nas Forças Armadas, tema de discussão ainda ontem numa nova ronda entre a delegação do governo e os representantes do principal partido de oposição, sem que nenhum consenso tenha sido alcançado.
Por outro lado, a aprovação do fundo de paz também ocorre num contexto de controvérsia entre o governo e a Renamo, José Pacheco, chefe da delegação governamental nas negociações de paz, tendo afirmado que o executivo pagou subsídios de 90 mil Meticais por mês à delegação da Renamo pela sua participação no diálogo.
Meque Braz, membro sénior da Renamo que participou até Março nas negociações do seu partido com o governo, refuta estas acusações.
O Presidente Armando Guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama aquando da ratificação do acordo de cessação das hostilidades a 5 de Setembro de 2014
Orfeu Lisboa