Foram indicados dois vice-presidentes para a Assembleia da República, sendo um da Frelimo, partido maioritário, e outro da Renamo, que detém o segundo maior número de assentos.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a terceira força política no país, contesta e diz que também tem direito a uma das vice-presidências.
"Entendemos que está claro a pretensão desta magna casa do povo de excluir o Movimento Democrático de Moçambique. Votámos contra, simplesmente porque a nossa exclusão é uma clara demonstração de discriminação", afirmou José de Sousa, deputado do MDM.
A Renamo preferiu não ir por esse debate e prefere prosseguir objectivos próprios.
"Votámos a favor porque a casa deve funcionar com os seus órgãos constituintes", realçou Ivone Soares, nova chefe da bancada da Renamo.
Para a Frelimo, a decisão é justa.
"A bancada parlementar da Frelimo votou a favor por seu justa e legal esta decisão", frisou a deputada Ana Rita Sithole.
O projecto de lei da criação de regiões autónomas a ser submetido pela Renamo à Assembleia Nacional, promete fortes debates nas próximas sessões da Assembleia Nacional.
Mais pormenores com o nosso correspondente em Maputo, Orfeu Lisboa.
Cidade de Maputo à noite.
DIF