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África

Moçambique com défice grave de enfermeiros

media RFI/Sébastien Nemeth

Nos próximos dez anos Moçambique não vai atingir o rácio mínimo de enfermeiros por habitante estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, admitiu hoje a Ministra da Saúde, Nazira Abdula, que participou em Maputo na marcha, para assinalar o Dia Internacional dos Enfermeiros.

Moçambique tem cerca de 12 mil enfermeiros num universo de 25 milhões de habitantes, o que representa uma média de 1 para cada 5.000 habitantes nas zonas rurais e 1 para cada 666 nas zonas urbanas, enquanto a OMS recomenda o rácio de 1 enfermeiro para cada 1.000 habitantes.

O presidente Filipe Niusy exortou hoje (12/05) os enfermeiros a exercerem a profissão com ética e humanismo, reconhecendo que a classe trabalha em condições difíceis, como refere a enfermeira Cristina Filipe para quem os profissionais se deparam quotidianamente com "risco de via, salário não condigno, falta de habitação condigna, insuficiência de condições de trabalho e sobrecarga horária".

 A Ministra da Saúde Nazira Abdula admitiu também hoje que "temos um plano estratégico para os próximos cinco anos, mas o que a OMS recomenda, não vamos conseguir nem nos próximos dez anos, o que pretendemos é ir reduzindo gradualmente e por ano formamos cerca de 2700 profissionais de saúde".

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 12/05/2015 ouvir

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