Cerca de 23 milhões de eleitores escolhem depois de amanhã o sucessor do actual presidente, Jakaya Kikwete, que não é candidato dada a imposição constitucional que limita a dois os mandatos presidenciais sucessivos.
Na corrida destacam-se dois favoritos, mas nenhum deles tem a vitória garantida: John Magufuli, candidato do partido no poder e ministro cessante, e Edward Lowassa, candidato pela aliança oposicionista Ukawa e que foi, porém, primeiro-ministro entre 2005 e 2008.
Este escrutínio geral, na óptica do sociólogo moçambicano Silvério Ronguane, não augura grandes mudanças que, por um lado, permitam por cobro ao atraso económico do país ou, por outro, alterem o xadrez político. E isto tanto mais que o principal rival do candidato do poder é oriundo das fileiras do regime.