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África

Etiópia: manifestações reprimidas em sangue

media Polícias e manifestantes durante a manifestação contra o governo em Addis Abeba, 06 de Agosto de 2016 REUTERS/Tiksa Negeri

Segundo a organização para os direitos humanos, Amnistia Internacional, as autoridades da Etiópia reprimiram de maneira sangrenta as manifestações ocorridas no último fim de semana , nas regiões de Oromo e Amhara, respectivamente no centro-oeste e no norte do país. A Amnestia Internacional afirma num comunicado que morreram cerca de 100 pessoas e várias dezenas ficaram feridas.

 

 As manifestações começaram em Novembro de 2015 em Oromo e tinham inicialmente como objectivo, protestar contra a apropriação de terras pelo governo, para alargar a extensão territorial de Addis Abeba. O projecto foi desde então abandonado. Em Amhara, os protestos apoiados pela oposição, tiveram início no decurso das últimas semanas e mobilizaram rápidamente muito mais pessoas. A contestação de sábado em Oroma foi secundadaa pela de Amhara no domingo. As duas regiões representam um pouco mais de 60% dos 100 milhões de habitantes, que integram a Etiópia.

 O governo de Addis Abeba já acusou várias vezes "grupos terroristas " e forças estrangeiras, especialmente eritreias de instigar os movimentos de contestação, por diferentes motivações conjunturais, mas cujo meta comum é pôr em causa os mecanismos de Estado, controlados por dirigentes oriundos essencialmente da província do Tigre, no norte do país. A maioria dos dirigentes no poder são membros da Frente de Libertação do Povo do Tigre, que destituiu em 1991 , o coronel Mengistu Haile Mariam, cujo governo era tido como uma das ditaduras mais repressivas do continente.

 Na sexta-feira , o Primeiro-Ministro Haile Mariam Dessalegn tinha ordenado a polícia a recorrer à todos os meios à sua disposição para impedir a organização das manifestações em Oromo e Amhara. Segundo a Amnistia Internacional morreram pelo menos 100 pesoas e várias centenas ficaram feridas. As forças de polícia, de acordo com a organização de direitos humanos, utilizaram balas reais para dispersar os manifestantes.

               

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