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África

Migrantes entre mar e morte

media Imagem de Ilustração. REUTERS/Stefano Rellandini

Cerca de 40 migrantes encontram-se no navio «Sarost-5», com bandeira tunisina. No entanto desde segunda-feira à noite, esse mesmo barco espera no Sul do Tunísia, perto do porto de Zarzis para desembarcar os migrantes, mas as autoridades ainda não aceitaram essa operação.

Desde quarta-feira, 18 de Julho, que quatro ONG apelam às autoridades tunisinas para deixarem desembarcar os cerca de 40 migrantes que estão num navio comercial, «Sarost-5». O apelo ficou ainda sem resposta para estes migrantes que partiram da Líbia mas que não tiveram autorizações para desembarcar em Malta, na Itália e em França segundo as organizações.

Perdidos em pleno Mar Mediterrâneo, numa embarcação pneumática durante cinco dias, os migrantes originários da África subsaariana e do Egipto foram recolhidos pelo navio «Caroline-III», enviado pela guarda-costeira de Malta, segundo o comunicado das ONG.

Os migrantes, incluindo oito mulheres, foram depois para o navio «Sarost-5», com bandeira tunisina, que no entanto não foi autorizado a desembarcar os migrantes no porto de Zarzis. As autoridades tunisinas ainda não tomaram uma decisão definitiva.

Em entrevista à RFI, Vincent Bonnefoy, membro de uma ONG que ajuda os Migrantes, explicou-nos a situação que se vive.

Vincent Bonnefoy, membro de uma ONG 19/07/2018 ouvir

Recorde-se que o Ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, recusa sistematicamente a chegada de embarcações de migrantes. Quanto a Malta não aceita os migrantes, só se forem socorridas nas suas águas territoriais. Em Junho, a França recusou receber os 650 migrantes do navio.

De notar que a Tunísia faz parte dos países citados para receberem centros de acolhimento de migrantes ou serem uma plataforma de desembarque de migrantes fora da Europa, uma medida decidida pelos 28 países da União Europeia em Bruxelas, mas que ainda não foi bem definida.

Entretanto perto de Chipre, naufragou um navio com migrantes, sendo que 19 pessoas morreram enquanto cerca de 30 ainda são dadas como desaparecidas.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.