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África

Sahle-work Zewde eleita por unanimidade Presidente da Etiópia

media Presidente da Etiópia Sahle-Work Zewde, eleita por unanimidade Eric Piermont - AFP

As duas câmaras do parlamento etíope elegeram por unanimidade esta quinta-feira a diplomata de carreira Sahle-Work Zewde para Presidente da Etiópia, após a demissão surpresa de Mulatu Teshome, no cargo desde 2013.

Sahle-Work Zewde que deverá presidir a Etiópia durante dois mandatos de seis anos, é a primeira mulher, mas o quarto chefe de Estado neste país desde a adopção da constituição em 1995 e era até agora subsecretária-geral da ONU e desde Junho representante especial do seu secretário-geral António Guterres para a União Africana, cargos aos quais renunciou no inicio desta semana.

Com mais de 30 anos de carreira diplomática, esta antiga directora executiva da ONU Mulheres e representante permanente da UNESCO, Sahle-Work Zewle foi também embaixadora da Etiópia em França, na Tunísia, Marrocos, Djibuti e Senegal, com acreditação para a Guiné-Bissau, Cabo Verde, Gâmbia, Guiné Conacri e Mali, chefiou a MINUSCA - missão da ONU na República Centro Africana - e foi ainda representante permanente da Etiópia na Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento ou IGAD, o bloco regional da África Oriental.

Sahle-Work Zewde, primeira mulher Presidente da Etiópia 25/10/2018 ouvir

Na Etiópia as funções de Cefe de Estado são meramente simbólicas e honorárias, pois quem detém as rédeas do poder e representa o país a nível internacional é o primeiro-ministro Abiy Ahmed, um reformador, oriundo da etnia minoritária oromo, que desde a sua nomeação em Abril tem efectuado importantes reformas no país, como a libertação de dissidentes e o acordo de paz com a vizinha Eritreia.

Na semana passada Abiy Ahmed remodelou o governo e instaurou a paridade de género, com metade dos cargos ocupados por mulheres, entre os quais as ministras da defesa Aisha Mohammed e a da paz Muferiat Kamil, que tem sob a sua alçada a polícia e as agências de inteligência interna.

Até ao momento desconhecem-se as razões da demissão do Presidente Mulatu Teshome, no cargo desde 2013, mas segundo analistas a renúncia resultou de negociações entre os quatro partidos que formam a coligação no poder a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope - EPRDF - na sigla inglesa, designadamente no que diz respeito a uma composiçao étnica mais equilibrada na cúpula do poder, dado que Mulatu é da etnia oromo, tal como o primeiro-ministro e o chefe da diplomacia Workneh Gebeyehu, enquanto a Presidente é da etnia amhara.

O chefe de gabinete do parlamento etíope, Fitsum Arega, escreveu no twitter que esta eleição representa um "momento histórico" para o país pois "numa sociedade patriarcal como a nossa, a bomeação de uma mulher como chefe de Estado não apenas estabelece o padrão do futuro, mas também normaliza as mulheres como acotras de decisão na vida pública".

Com o Ruanda e as Seicheles, a Etiópia é o terceiro país em África a instaurar a paridade de género no executivo e neste momento o único país africano com uma mulher Chefe de Estado.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.