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África

Preocupação em torno da saúde do presidente gabonês

media O presidente gabonês Ali Bongo, durante o congresso do seu partido em Libreville em Dezembro do ano passado. Steve JORDAN / AFP

Aumenta a preocupação no Gabão em torno do estado de saúde do presidente Ali Bongo Ondimba, 59 anos, hospitalizado há duas semanas em Riade, na Arábia Saudita, depois de se "ter sentido mal", segundo referem os serviços da presidência. Desde o 28 de Outubro, altura em que esses mesmos serviços indicaram que o presidente sofria de um "cansaço severo", não houve mais nenhuma comunicação oficial.

Numa altura em que o presidente gabonês continua a ser oficialmente esperado aqui em França para as celebrações daqui a 3 dias do centenário do fim da primeira guerra mundial, o silêncio das autoridades tanto do Gabão como da Arábia Saudita sobre a sua saúde alimentam todos os receios. De acordo com a agência noticiosa Reuters, o presidente sofreu um AVC, na "Lettre du continent" evoca-se um edema cerebral, no "Le monde" lê-se que está em coma artificial e nas redes sociais evocam-se cenários ainda mais sombrios.

Daí que hoje anciãos da formação presidencial, PDG, partido democrático gabonês, apelaram o governo a comunicar "para tranquilizar a opinião". Ao dar conta da sua "estupefacção perante os rumores", consideram que "esta guerra da comunicação" coloca em causa "o incremento duradoiro da economia susceptível de criar empregos e garantir o desenvolvimento do país".

O governo, por seu turno, considera que não é de actualidade falar em "vazio no poder". De acordo com a Constituição, recai sobre o governo ou então sobre as duas câmaras do parlamento dar entrada de um processo junto do Tribunal Constitucional para que seja formalmente constatado um "vazio no poder". O artigo 13 da lei suprema não estabelece contudo prazos.

O tempo todavia começa a escassear. O país que viveu legislativas nos dias 7 e 27 de Outubro está apenas à espera da publicação dos resultados finais, para depois o governo cessante dar por finda a sua missão apresentando formalmente a sua demissão ao chefe de Estado. De acordo com a Constituição gabonesa, na ausência destas condições, o governo cessante gere os assuntos correntes até à formação de um novo governo, sendo que sem presidente, nenhuma lei pode ser promulgada.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.