Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 22/05 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 19/05 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 19/05 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/05 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 22/05 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 19/05 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 19/05 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/05 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 22/05 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 19/05 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 19/05 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/05 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 22/05 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 19/05 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 19/05 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/05 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.
África

África: prioridade da China

media Wang Yi, ministro dos negócios estrangeiros da China REUTERS/Damir Sagolj/

O chefe da diplomacia chinesa Wang Yi inicia esta quarta-feira em Adis Abeba, capital da Etiópia, um périplo pelo continente africano que até domingo o conduzirá ainda ao Burkina Faso, Gâmbia e Senegal.

Tradicionalmente e desde há alguns anos a diplomacia chinesa organiza um périplo africano no inicio de cada ano, o que ilustra a importância do continente para a China, que é também um dos quatro países que constituem o grupo designado BRICS, com o Brasil, a Índia e a África do Sul.

Em 2018 intensificaram-se as relações entre o gigante asiático e o continente africano, com a visita de vários líderes e chefes de Estado à China, a abertura em Pequim de uma delegação da União Africana e sobretudo com a organização entre 3 e 4 de setembro em Pequim do terceiro Fórum de Cooperação China-África - FOCAC, os precedentes tiveram lugar em Pequim em 2006 e em Joanesburgo em 2015.

Wang Yi em África 02/01/2019 ouvir

Nesta cimeira bilateral o Presidente Xi Jinping negou que a China exerca uma diplomacia baseada na "armadilha da dívida", em resposta aos críticos que acusam a China de conceder avultados empréstimos aos países africanos, a troco da exploração dos seus recursos naturais como o petróleo, matérias primas e produtos agrícolas e não no desenvolvimento do continente.

A China é um importante parceiro comercial, importando muito mais do que exporta do continente africano, mas este transformou-se num importante receptor de exportações chinesas, designadamente no domínio das telecomunicações, bens de consumo e têxteis.

Xi Jingping cancelou as dívidas de alguns dos mais pobres países africanos e anunciou um programa de investimentos orçado em 60 mil milhões de dólares, para projectos de construção e melhoria de parques industriais em África, treinamento de mais de 200 mil especialistas e a atribuição de cerca de 40 mil bolsas de estudo na China.

Pequim presta também assistência em segurança e combate ao terrorismo, com treinamento de soldados para combater grupos terroristas como o Boko Haram na Nigéria, o Al Shebab na Somália, ou ainda o Al Qaeda no Magreb Islâmico.

Na Etiópia existem mais de 400 empresas chinesas com investimentos de cerca de quatro mil milhões de dólares, que empregam cerca de 100 mil pessoas em sectores prioritários como a manufatura e a construção de infraestruturas.

Wang Yi vai também visitar a sede da União Africana em Adis Abeba e avistar-se com o presidente da comissao Moussa Faki Mahamat, com quem vai avaliar a implementação dos primeiros resultados da colaboração bilateral desde setembro

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, visita ainda o Senegal, Burkina Faso e Gâmbia, sendo a primeira vez que se desloca a estes dois últimos países, dado que a Gâmbia só estabeleceu relações diplomáticas com Pequim em 2016 e o Burkina Faso em 2018, sendo que tal como Angola, África do Sul, Nigéria, Gana, Zimbabué e Ilhas Maurícias a moeda chinesa - o yuan - é aceite no intercâmbio comercial.

No seio dos 55 países da União Africana apenas a Suazilândia não tem relações diplomáticas com a China, mantendo-as com Taiwan.

 

Sobre o mesmo assunto
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.