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África

Intervenção da França no Chade

media O exéricto francês bombardeou as colunas rebeldes com 7 aviões Mirage 2000 baseados na região. Photo: Ludovic Marin/AFP

O Presidente chadiano Idriss Déby afirmou hoje em Conselho de Ministros que uma "coluna de mercenários" entrada no norte do país pela vizinha Líbia, tinha sido "completamente destruída", isto depois de ontem o Estado-maior das Forças Armadas Francesas ter confirmado ter conduzido uma série de bombardeamentos contra colunas dos rebeldes da União das Forças de Resistência que estavam a avançar rumo à capital, algo que segundo as autoridades francesas representava uma ameaça para a estabilidade do país.

A União das Forças de Resistência é um dos grupos que tem estado a contestar Idriss Déby, no poder há 28 anos e acusado a nível interno mas também por organizações de defesa dos Direitos Humanos de governar como um autocrata. O seu líder, Timan Erdimi, não é um ilustre desconhecido, por ser o próprio sobrinho do Presidente Deby e por ter sido já em 2008 o protagonista de uma tentativa de Golpe de Estado, na altura também travada com o apoio da França.

Ao referir ter conduzido os bombardeamentos entre o 3 de Fevereiro e o dia de ontem, o Estado-maior francês indicou ontem ter neutralizado cerca de 20 veículos sobre um total de 50, havendo segundo a mesma fonte ainda elementos rebeldes nas imediações de Bao, no nordeste do país. Do lado rebelde, um porta-voz reconheceu que houve vários mortos, feridos e danos materiais mas que tal "não iria afectar a determinação do grupo" em avançar para N’Djamena para "instalar um governo de transição" e "organizar eleições".

Este grupo bem como dois dirigentes da oposição não deixaram de denunciar a intervenção da França que, a seu ver, viola a soberania do Chade. Mas ao admitir não ter actuado no âmbito da operação de luta antijihadista Barkhane, o Estado-maior francês referiu tê-lo feito a pedido das autoridades chadianas.

Antiga colónia francesa, o Chade está ligado à França desde 1976 por um acordo de cooperação militar, sendo que N’Djamena é igualmente considerado um dos parceiros incontornáveis de Paris na região. O Chade integra o G5, o grupo dos países da região do Sahel que lutam de forma coordenada contra o jihadismo e a sua capital é um dos pontos onde a França tem uma base militar, no âmbito da operação Barkhane vigente desde Agosto de 2014.

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