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África

Manifestações continuam na Argélia pedindo demissão de Bouteflika

media Manifestantes nas ruas de Argel, hoje, denunciando a artimanha de Bouteflika de adiar as eleições REUTERS/Zohra Bensemra

Milhares de jovens entre estudantes e alunos dos liceus estão de novo nas ruas das cidades de Argélia exigindo a partida do Presidente Bouteflika e de todo o seu sistema corrupto. Os jovens denunciam a "artimanha" de Bouteflika que ontem anunciou num comunicado que não se candidataria a um quinto mandato das eleições presidenciais de abril e adiando "sine die" o escrutínio presidencial.

 

O povo argelino sobretudo os jovens de todos os estatutos sociais, nomeadamente, estudantes de Univerdades e alunos de liceus, voltou hoje às ruas da capital Argel e outras cidades de Argélia, para denunciar a "artimanha" do Presidente Bouteflika, que anunciou ontem que já não seria candidato a um quinto mandato presidencial.

Abdelaziz Bouteflika, anunciou, aliás, ontem, num comunicado que nunca pensou em ser candidato  a estas eleições presidenciais de 18 de abril, escrutínio, que aproveitou para adiar "sine die".

Só que, contrariamente, ao afirmado no comunicado o ainda presidente da Argélia,formalizou a sua candidatura para este quinto mandato presidencial, através do seu director de campanha junto das autoridades eleitorais competentes.

Mas devido ao seu estado de saúde muito grave e sobretudo à pressão do povo argelino, rejeitando a sua candidatura, ele teve que anunciar as últimas medidas, ontem, acabado de regressar da Suíça, onde estava em tratamento médico.

O povo continua nas ruas das cidades de Argélia, denunciando "a prolongação deste quarto mandato", referência ao adiamento das eleições por Bouteflika.

"Temos que salvar o povo e não o poder", "Nada de artimanhas, Bouteflika", são alguns dos slogans nas manifestações de hoje. "Tudo pacificamente", é outro dos cartazes destas manifestações de protesto que começaram no dia 21 de fevereiro.

O povo argelino percebeu que Bouteflika, adiou as eleições, mas sem fixar uma nova data e prolongar o seu quarto mandato que terminaria oficialmente a 28 de abril. Outra artimanha de Bouteflika é que nesse interregno forma uma conferência nacional para analisar a questão e anunciar uma data das eleições "antes do fim do ano".

No entanto, segundo constitucionalistas todas estas medidas são inconstitucionais, pois, o presidente/candidato, não tem prerrogativas para adiar as eleições e nomear uma conferência para anunciar uma nova data. Certos constitucionalistas dizem mesmo tratar-se de um "golpe constitucional".

Esta prerrogativa de adiar as eleições é segundo a Constituição argelina do Conselho constitucional, que devia reunir-se amanhã, para se pronunciar sobre o processo eleitoral com base na data de 18 de abril, logo, antes do comunicado de ontem de Bouteflika.

Mas, hoje, o mesmo Conselho constitucional, já declarou ter tomado "conhecimento" do comunicado do presidente Bouteflika, sem dar mais detalhes e não se sabe se a reunião de amanhã se mantém e para decidir o quê.

A nível de reacções, por cá em França, o Presidente, Emmanuel, que se encontra num périplo pela África, nomeadamente, Djibuti e Quénia, reagiu "saudando a dignidade da população, em particular dos jovens", mas "saúda também o Presidente Bouteflika que soube abrir uma nova página no desenvolvimento da democracia argelina". 

Presidente francês, Macron saúda adiamento das eleições pelo Presidente argelino, Bouteflika 12/03/2019 ouvir

"Quero, aqui, saudar, antes de tudo, a dignidade com a que a população, em particular, os jovens, souberam exprimir a sua esperança, a sua vontade de mudança, assim como o profissionalismo das forças de segurança.

"E saúdo a decisão do Presidente Bouteflika que abre uma nova página no desenvolvimento da democracia argelina.

"Agora compete, evidentemente, à Argélia, que as próximas semanas, que os próximos meses permitam garantir, efectivamente, num prazo razoável, a realização dessa Conferência donde sairão propostas constitucionais, que, se bem compreendi, serão submetidas a um referendo, e, portanto, garantam a transparência, quadro democrático, e uma transição duma duração razoável."

"E portanto, penso que é um sinal de maturidade e faremos tudo para acompanhar a Argélia nesta transição, na amizade e no respeito."

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.