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África

Joshua Wong em liberdade

media Joshua Wong, um dos dirigentes do movimento pró-democracia de Hong Kong, foi libertado esta segunda-feira. Isaac LAWRENCE / AFP

Joshua Wong, um dos dirigentes do movimento pró-democracia de Hong Kong, foi libertado esta segunda-feira. Depois de um mês de prisão, o activista foi autorizado a sair um mês mais cedo do que o previsto, numa altura em que os protestos na cidade continuam acesos e se fala na possível demissão da chefe do executivo, Carrie Lam.

O rosto do movimento pró-democracia de Hong Kong foi posto em liberdade esta segunda-feira. As autoridades ainda não justificaram a decisão que levou à libertação antecipada de Joshua Wong, porém acontece numa altura em que os protestos na cidade continuam acesos.

As manifestações em Hong Kong começaram no início do mês com milhares de pessoas a saírem às ruas da cidade em protesto contra uma alteração legislativa que visa possibilitar a extradição de réus para serem julgados de acordo com as leis chinesas.

A chefe do Executivo, Carrie Lam, evocou que a lei da extradição era fundamental para corrigir lacunas legais. Porém, os manifestantes acreditam tratar-se de uma tentativa de Pequim de pôr em causa a independência dos tribunais e obter mais controlo sobre o território semi-autónomo.

José Carlos Matias, jornalista em Macau, refere que a libertação de Wong se insere num conjunto de sinais que as autoridades estão a enviar para acalmar os ânimos na rua.

"Parece haver aqui sinais. O pedido de desculpa, a suspensão da legislação, o recuo na definição da manifestação de quarta-feira retirando a classificação de motim. Poderemos vir a assistir a mais alguns passos, de forma a acalmar os ânimos e a procurar trazer a situação para um nível em que as autoridades a possam gerir", disse.

O pedido de desculpas de Carrie Lam não convenceu a população que continua a pedir a demissão da chefe do executivo. O próprio Joshua Wong, à saída da prisão de Lai Chi Kok, juntou a sua voz à dos milhares de manifestantes e exigiu a demissão de Carrie Lam.

José Carlos Matias afirma que vários analistas defendem que o cenário de saída prematura está "em cima da mesa", contudo a última decisão recai sempre sobre Pequim.

"(...) Haverá resistência a que isso aconteça pelo menos no curto prazo. Porque isso, na perspectiva das autoridades de Hong Kong e das autoridades de Pequim, seria uma cedência imediata e, depois teriam que fazer uma gestão política, para a qual não estariam desde já preparados. Não se perfila, ninguém para substituir a chefe de governo", conclui.

José Carlos Matias, jornalista em Macau 17/06/2019 ouvir
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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.