“A ameaça que (esta situação) pode representar para Israel, a região e o mundo é incomparável e inaceitável”, alegou. Em campanha para afirmar sua projeção internacional, Romney chegou no final da noite de sábado à região e se reuniu neste domingo com o presidente israelense, Shimon Peres e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
O republicano afirmou ter discutido com Israel “medidas suplementares” para convencer o Irã a colocar um fim em seu programa de enriquecimento de urânio, de acordo com a rádio pública israelense. Em sua agenda, também estão previstos encontros com a oposição israelense e com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.
Após criticar a atuação “fraca” do atual presidente americano, Barack Obama, na região, Romney prometeu que se eleito implantará sanções severas contra o Irã. Posição que agrada Netanyahu que reforçou durante a reunião a importância de “uma ameaça militar forte e crível, associada a sanções para ter chances de mudar a situação”, já que apenas a diplomacia e as sanções, “não fizeram o Irã recuar em seu programa nuclear”.
Em novembro, o Romney enfrenta o atual presidente americano e candidato a reeleição pelo mais alto cargo do país. Para garantir a simpatia do poderoso eleitorado judaico, que o apoiou maciçamente em 2008, Obama adotou na sexta-feira novas medidas que reforçam a cooperação de defesa entre os dois países. O apoio “inalterável” com o estado hebreu será reforçado com a liberação de 70 milhões de dólares.