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Artigo

O iPhone 5 pode aquecer a economia americana, diz economista da JP Morgan

media Phil Schiller, vice-presidente mundial de marketing da Apple, apresenta o iPhone 5 em evento em São Francisco, na Califórnia, neste 12 de setembro de 2012. Reuters/Beck Diefenbach

No dia do lançamento do novo smartphone da Apple, um renomado economista do banco de investimentos JP Morgan calcula que as vendas do aparelho poderiam ser responsáveis por um crescimento estimado entre 0,33% e 0,5 % do PIB dos Estados Unidos.

A afirmação poderia ser recebida com desconfiança se não tivesse vindo de um dos maiores especialistas do país na área: Michael Feroli, diretor de macroeconomia do banco de investimentos JP Morgan.

As vendas do novo smartphone da Apple, lançado neste 12 de setembro, poderiam provocar entre 0,33% e 0,5 % de crescimento do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, no quarto trimestre. No documento chamado "Um pequeno telefone pode melhorar o crescimento?", Michal Feroli garante que as vendas do iPhone 5, já sonhado por milhões de "Applemaníacos," poderia injetar cerca de US$3,2 bilhões ao PIB.

Como o economista chegou a esta conclusão? Baseando-se na projeção de que até o fim do ano serão vendidas 8 milhões de unidades. Fazendo as contas na ponta do lápis, o cálculo é simples: se o iIPhone 5 for vendido em torno de US$600 (preço pago pelas operadoras à Apple) e se descontarmos US$200 do custo de componentes importados, restam US$400 por unidade a serem integrados ao PIB do país. Multiplicando-se US$400 por 8 milhões de smartphones que devem ser vendidos, qualquer criança tem o resultado: US$3,2 bilhões.

Mas não é todo mundo que concorda com Feroli: Dean Baker, do Centro de Pesquisa Econômica de Washington, acha que a projeção não leva em consideração o possível impacto negativo do lançamento do iPhone 5 sobre as vendas de outros fabricantes de smartphones, que também vão afetar o PIB americano.

 

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