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Artigo

Estados Unidos caminham para mais uma semana de crise política

media Protesto contra o bloqueio promovido pelo Tea Party na votação do orçamento americano, no dia 10 de outubro, na Califórnia. REUTERS/Lucy Nicholson

As negociações nos Estados Unidos sobre o aumento do teto da dívida americana deram uma guinada tensa neste sábado, depois que os republicanos acusaram o presidente Barack Obama de ter rejeitado a proposta da oposição de um acordo tampão, que elevaria o teto da dívida apenas até 22 de novembro.

Os republicanos planejavam aumentar a pressão sobre a Casa Branca e obrigar Obama a renegociar uma ampla reforma dos programas sociais, mas os democratas endureceram sua posição. "Não seria muito inteligente adiar por apenas dois meses a solução para o teto da dívida e voltar a enfrentar o mesmo problema em plena temporada comercial do Natal", declarou Obama.

A Câmara de Representantes e o Senado têm até o dia 17 de outubro para chegar a um acordo, caso contrário os Estados Unidos não terão como honrar seus pagamentos. A cinco dias do prazo fatídico, CEOs de bancos e instituições financeiras estão cada vez mais preocupados. Jamie Dimon, presidente do JP Morgan, o maior banco americano, disse que uma situação de "default" do Tesouro teria consequências "inimagináveis" para a economia mundial.

A esperança de se alcançar uma solução para a crise fiscal nos próximos dois dias desapareceu neste sábado no Congresso. O líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Eric Cantor, disse que havia ficado decepcionado com a resposta negativa de Obama para o acordo provisório.

A Casa Branca não comentou essas acusações de intransigência, mas lamentou a rejeição pelo Senado de uma medida que teria permitido ao estado federal efetuar empréstimos até o fim de 2014.

Muitos membros da Câmara viajaram para seus colégios eleitorais após serem informados de que não haverá votações antes da noite de segunda-feira.

Com o bloqueio dos ultraconservadores do Tea Party na Câmara, a Casa Branca decidiu deslocar as discussões para o Senado, onde os parlamentares têm fama de serem menos intransigentes. Porém, qualquer acordo deve ser votado pelas duas casas. 

Se não houver ação do Congresso, os Estados Unidos podem entrar em "default" até quinta-feira, quando o Tesouro alerta que sua capacidade de emprestar vai se exaurir.

A queda de braço com o Congresso em relação ao orçamento também está sem solução à vista. No 12° dia de paralisação do governo (shutdown), a Boeing advertiu hoje que terá de enviar para casa seus funcionários das áreas de segurança, defesa e espacial, suspendendo seus salários, até que a Casa Branca supere o impasse.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.