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Artigo

Obama promete cooperar com republicanos, mas não abandona reforma da imigração

media O presidente Barack Obama concedeu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira, um dia após a derrota dos democratas nas urnas. REUTERS/Larry Downing

Em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (5), um dia após a derrota nas eleições de meio mandato, o presidente norte-americano se disse disposto a cooperar com seus adversários republicanos, vencedores do pleito. No entanto, Barack Obama não pretende abandonar a reforma no sistema de imigração do país, que ele espera implementar por meio de decretos unilaterais.

Barack Obama reconheceu a vitória dos republicanos e se mostrou aberto ao diálogo com os adversários. “Espero com impaciência para trabalhar com o novo Congresso para que os dois próximos anos sejam os mais construtivos possível”, declarou o chefe da Casa Branca. “A mensagem forte desta eleição é de que devemos agir”, completou o presidente.

Questionado sobre uma possível mudança em sua linha política após os resultados das urnas, Obama disse estar consciente de que suas prioridades tinham poucas chances de serem adotadas pelo novo Congresso. Mesmo assim, afirmou que os dois partidos poderiam encontram um denominador comum em pelo menos duas áreas : as infraestruturas e o apoio às exportações norte-americanas. A declaração faz alusão ao tratado de livre-comércio em negociação com a União Europeia e onze países asiáticos. 

O líder também afirmou que vai pedir formalmente ao Congresso que seja aberto o debate sobre a autorização do uso da força contra o grupo Estado Islâmico, uma iniciativa solicitada pelos representantes de ambos os partidos.

Imigração

Obama também reiterou sua vontade de adotar a reforma sobre a imigração a partir do modelo validado pelo Senado de maioria democrata no ano passado, mas enterrada pelo Câmara dominada pelos republicanos. “Nós tomaremos todas as medidas legais possíveis para melhorar o funcionamento do nosso sistema de imigração e reforçar os recursos disponíveis para as fronteiras”, declarou o presidente.

Para obter sucesso em sua empreitada, o chefe de Estado reiterou seu projeto de agir por meio de decretos até o final deste ano. “Eu não vou me contentar em ficar esperando”, frisou o chefe da Casa Branca ao falar do projeto que pode representar a regularização de uma parte das 11 milhões de pessoas que vivem clandestinamente nos Estados Unidos.

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