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Angola

Israel/Palestina: Angola reitera necessidade de dois Estados

media Conferência de Paris para a paz no Médio Oriente 15 Janeiro 2017

A Conferência de Paris sobre o Médio Oriente teve o "mérito" de apelar à mobilização da comunidade internacional sobre a urgência de relançamento de negociações directas entre israelitas e palestinianos.

O Presidente francês François Hollande organizou este domingo a Conferência de Paris para a paz no Médio Oriente, na presença de mais de 70 países e organizações internacionais, destinada a "relançar com urgência negociações directas entre israelitas e palestinianos, preservando a ideia de criação de dois Estados, hoje gravemente ameaçada".

Apesar de convidados por François Hollande estiveram ausentes tanto o primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu, quanto o líder da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas.

Angola que nos últimos dois anos foi membro não permanente no conselho de Segurança da ONU, que a 23 de Dezembro último votou uma resolução condenando os colonatos israelitas nos territórios palestinianos, esteve representada na Conferência de Paris pelo ministro das relações exteriores Georges Chicoti e pelo embaixador Joaquim do Espírito Santo, director para África e Médio Oriente no MIREX.

O diplomata angolano admite que "não se esperava que esta conferência pudesse resolver este conflito" mas esta teve o "mérito de apelar e mobilizar a comunidade internacional para continuar a exercer pressão...para que a seu tempo as negociações entre Israel e a Palestina possam ser retomadas e que desemboquem numa solução que seja benéfica para os dois lados...devemos evoluir para a coabitação de dois Estados Palestina e Israel".

Joaquim do Espírito Santo 16/01/2017 ouvir

Em comunicado final, a Conferência de Paris pediu a ambas as partes que evitem passos que "prejudiquem os resultados da negociação, principalmente acerca das fronteiras, do estatuto de Jerusalém e dos refugiados".

O ministro francês dos negócios estrangeiros Jean Marc Ayrault reiterou que a resolução deste conflito se deve basear nas fronteiras estabelecidas em 1967 e nas grandes resoluções da ONU, numa referência aos textos que pedem a Israel para se retirar dos territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias em 1967, ou ainda à última resolução da ONU de 23 de Dezembro 2016 condenando os colonatos israelitas, votada pelos 15 membros do Conselho de Segurança com a abstenção dos Estados Unidos.

 

 

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