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Angola

Caminho de Ferro de Luanda de novo em greve por tempo indeterminado

media Caminhos de Ferro de Luanda - CFL em nova greve por tempo indeterminado Daniel Frederico

Os trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda - CFL - entraram esta quinta-feira em greve por tempo indeterminado, acusando o governo de incumprimento do acordado na última greve geral em Janeiro último. O secretário para informação do Sindicato dos Trabalhadores afirmou que "estamos paralisados, deixamos apenas dois comboios em serviço.

Os Trabalhadores do Caminho de Ferro de Luanda - CFL - iniciaram esta quinta-feira (18/04) uma nova greve geral, desta vez por tempo indeterminado, alegando incumprimento do prazo previsto para a resolução do caderno reivindicativo apresentado à direcção da empresa.

Lourenço Contreiras, sindicato de Trabalhadores do CFL 18/04/2019 ouvir

O secretário para informação do Sindicato dos Trabalhadores do CFL, Lourenço Contreiras afirmou ao nosso correspondente Daniel Frederico "estamos paralisados, deixamos apenas dois comboios, um no período de manhã às 5h30 e outro às 16h30 fazendo a ligação entre as estações do Bungo e de Viana, somente para garantirmos os serviços mínimos".

A paralisação deve também estender-se a partir desta sexta-feira (19/04) aos Comboios Interprovinciais, segundo o porta-voz "há dois comboios que chegaram de Malanje as 6h da manhã e de lá em diante tudo ficará paralisado nos serviços interprovinciais" na sequência da decisão adoptada na Assembleia dos Trabalhadores na sexta-feira passada (12/04).

Os trabalhadores acharam por bem retomar a greve esta quinta-feira, porque não foram satisfeitos os pontos que constavam no caderno reivindicativo, nem mesmo com a moratória que demos ao conselho da administração foi cumprido o tempo”, explicou o sindicalista.

Por outro lado, Augusto Osório, director do Gabinete de Imprensa, marketing

Augusto Osório, porta-voz da empresa CFL 18/04/2019 ouvir

e intercâmbio do CFL, disse a RFI que "não vê razões da greve, visto que as reivindicações constantes no caderno, já estavam a ser cumpridas" pelo que "apela ao bom senso dos trabalhadores" com a greve não ganhamos nada, só na greve passada já perdemos mais de 17 milhões de kwanzas, o que impossibilitou o pagamento pontual do mês de fevereiro, garantindo que a direcção está aberta a negociações o dirigente acusa os sindicalistas de fugirem as negociações afirmando "já os convocámos para uma reunião e se furtaram em comparecer".

Afirmação confirmada pelo Antonio Luís Júnior, Secretário Geral dos Trabalhadores do Sindicato Independente de Angola "não adianta estarmos a negociar com uma entidade que não respeita os trabalhadores".

Antonio Luís Júnior, membro da Comissão Negociadora do Sindicato de Trabalhadores do CFL 18/04/2019 ouvir

De recordar que a 14 de Janeiro deste ano foi já observada uma greve geral, que cumpriu 14 dias, na sequência da apresentação de um caderno reivindicativo de 19 pontos à direcção da empresa, que tem como principal exigência o pedido de aumento em 80% dos salários, que a empresa diz não ter capacidade para atender.

Lourenço Contreiras sublinhou que foi dado um prazo à administração, solicitado pela mesma, até final de Março, para a resolução dos pontos apresentados no caderno reivindicativo, essencialmente os aumentos salariais.

O conselho não cumpriu nem sequer a 20% dos pontos apresentados no caderno reivindicativo, então, reunidos em assembleia, os trabalhadores decidiram que retomemos a greve já a partir do dia 18”, o período de negociações está esgotado, “porque não há interesse por parte do conselho de administração em querer satisfazer os pontos”.

Esta greve terá uma adesão de mais de 700 trabalhadores, numa percentagem de 80 a 85% da empresa”, indicou.

Em Janeiro, depois dos 14 dias de paralisação dos serviços, as partes acordaram que o aumento seria feito de acordo com a produtividade da empresa e numa proporção que seria determinada pelos rendimentos que a companhia vier a obter da sua actividade, começando pelos salários mais baixos.

O acordo previa ainda que a decisão de aumentar os salários seria precedida de uma avaliação a ser feita conjuntamente entre as partes para determinar as condições financeiras da empresa, três meses após o início de implementação dos acordos.

O CFL realiza diariamente 17 viagens de comboio suburbano de passageiros, transportando, nos três serviços, perto de 6.000 pessoas, além da circulação bissemanal para as províncias do Cuanza Norte e Malanje.

Além do aumento salarial, os trabalhadores exigem melhorias das condições de trabalho, a atribuição de subsídios de alimentação e instalação, bem como a atualização de categorias laborais.

Os Caminhos de Ferro de Benguela ameaçam paralisar na próxima semana, acusando o Conselho de Administração de intimidar os trabalhadores devido ao seu caderno reivindicativo, exigindo entre outros aumentos salariais de 100% e subsídios de alimentação.

Os mais de 1.300 ferroviários distribuídos entre Benguela e Moxico, passando pelas províncias do Huambo e Bié, querem também a reintegração dos colegas demitidos na sequência de uma colisão entre dois comboios no troço entre o Huambo e o Bié.

Com a greve por tempo indeterminado, em janeiro, a administração do CFL falou em perdas diárias de 1,5 milhões de kwanzas equivalentes aos 4.227 euros na altura.

Artigo da redacção com colaboração do nosso correspondente em Luanda, Daniel Frederico.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.