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França

Cresce debate na França sobre risco de pílulas de 3ª e 4ª geração

media Na França, 5,5 milhões de francesas utilizam a pílula anticoncepcional Licence Creative Commons/Wikipedia

A agência francesa do medicamento (ANSM) e profissionais de saúde responsáveis pela prescrição de pílulas de 3ª e 4ª geração devem realizar nos próximos dias na França uma reunião formal para avaliar os riscos para a saúde desse método contraceptivo.

O órgão responsável pelo planejamento familiar na França pediu nesta quarta-feira que o medicamento não seja "diabolizado" , enquanto a ANSM preconiza a limitação da prescrição da pílula de 3ª ou 4ª geração, que segundo o órgão, tem um "uso excessivo" e devia ser reservada para casos especiais.

As primeiras pílulas com alta dosagem de estrogênio que apareceram nos anos 60 foram substituídas por novas fórmulas com menos de 50 microgramas de etinilestradiol por comprimido. O objetivo era reduzir os riscos de acidentes cardiovasculares, vasculares cerebrais e infartos.

Na França, há cerca de três semanas, um primeiro processo na Justiça de uma jovem vítima de um acidente vascular cerebral que quer responsabilizar a pílula de 3ª geração Meliane, fabricada pelo gigante Bayer, por seu problema de saúde, reascendeu o debate sobre os riscos desse tipo de medicamento. De acordo com os advogados de Marion Larat de 25 anos, 30 outras queixas similares serão depositadas ainda neste mês de janeiro.

 

Risco de trombose

Um estudo dinamarquês publicado em junho aponta um leve aumento da taxa de incidência de trombose arterial com o uso de pílulas de todas as gerações. Mas as pílulas não são as únicas, o uso de adesivos contraceptivos ou de anéis vaginais também estão relacionado ao crescimento de tromboembolismo venoso. No entanto, sem outros fatores de risco, como a hipertensão, a diabete ou o tabaco, esse problema continua tendo baixa incidência em mulheres e idade reprodutiva.

Na França, das 5,5 milhões de francesas que utilizam a pílula, 1,7 milhão opta por um medicamento de 3ª ou 4ª geração. O método de contracepção, tido como um dos mais eficazes, é utilizado por 55% das mulheres de 15 a 49 anos, enquanto apenas 10, 3% optam pelo preservativo. São as pílulas de 3ª geração as mais prescritas pelos ginecologistas na França.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.