Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 16/08 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 18/08 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/08 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 16/08 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 16/08 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 18/08 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/08 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 16/08 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 16/08 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 18/08 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/08 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 16/08 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 16/08 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 18/08 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/08 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 16/08 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.
Artigo

Laboratório francês afirma ter feito espermatozoides humanos in vitro

media Momento que o espermatozoide começa a penetrar no ovócito Wikipédia

Pesquisadores franceses afirmaram, nesta sexta-feira (8), ter conseguido desenvolver espermatozoides humanos in vitro, a partir de células “imaturas” de testículos. O anúncio foi recebido com cautela pela comunidade científica, que admite que a manipulação traz esperanças para os casais inférteis.

O laboratório de biotecnologia Kallistem, situado em Lyon, no centro-leste da França, declarou ter conseguido obter “espermatozoides humanos completos in vitro” em dezembro de 2014. Em um comunicado, o estabelecimento informou que as células reprodutivas foram criadas a partir de “biópsias testiculares de pacientes que só possuíam células germinais imaturas (espermatogônias)”.

O laboratório afirma que essa é a primeira vez que o procedimento é realizado com sucesso no mundo. Por enquanto, o experimento ainda não foi publicado em uma revista científica e os seus detalhes não foram divulgados. A pesquisa, indica o Kallistem, “abre o caminho para terapias inovadoras para preservar e restaurar a fertilidade masculina, um desafio mundial da sociedade, já que observamos uma queda de 50% do número de espermatozoides nos últimos 50 anos”.

O laboratório disse que só vai publicar os resultados em uma revista especializada – o que é considerado uma prova de seriedade do estudo – depois do dia 23 de junho, por uma questão de registro da descoberta. Até hoje, os cientistas só tinham conseguido produzir espermatozoides de roedores em laboratório.

Descoberta “promissora”

Ao jornal Le Figaro, a diretora do centro de assistência médica à procriação do Centro Hospitalar de Rouen, Nathalie Rives, afirmou que, se for confirmada, a descoberta é “promissora”. “Se a técnica funcionar, o procedimento abrirá grandes perspectivas”, disse. O mesmo tom foi adotado pelo fundador do Fórum Europeu de Bioética, Israël Nisand. “Se for de fato verdade, será um passo considerável no tratamento da esterilidade masculina.”

Rives observou, no entanto, que a técnica pode não funcionar nos casos de homens com ausência completa de espermatozoides (azoospermia), que apresentam “anomalias genéticas que impedirão a espermatogênese [processo de produção de espermatozoides] também in vitro”.

O laboratório francês explicou que os estudos pré-clínicos devem se prolongar até 2016 e os estudos clínicos começarão em 2017. O objetivo é iniciar a comercialização da tecnologia em, no máximo, cinco anos.
 

Sobre o mesmo assunto
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.