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Pedro Cabrita Reis ganha retrospectiva na França

Pedro Cabrita Reis ganha retrospectiva na França
 
O artista português Pedro Cabrita Reis apresenta uma de suas obras no Hôtel des Arts, em Toulon, no sudoeste francês. RFI

O espaço cultural Hôtel des Arts, no sudoeste da França, inaugurou uma retrospectiva da obra de Pedro Cabrita Reis, um dos principais artistas contemporâneos portugueses, que questiona com sua obra a história e a interpretação dos objetos do dia a dia. O Agenda Europa desta semana também se interessa por dois eventos que, cada um à sua maneira, aborda a contestação do poder.

O ano de 2015 será agitado para Pedro Cabrita Reis. Nome emblemático da arte contemporânea portuguesa, ele terá várias exposições individuais este ano. Suas obras serão expostas na Galeria Juana de Aizpuru, em Madri, no The Arts Club, em Chicago, na Kewenig Galerie, em Berlim, e no Konkrete Mehr Raum !, em Osnabrück, também na Alemanha.

Mas a mostra mais importante do ano para esse artista polivalente, um dos principais da geração pós-Revolução dos Cravos (1974), abriu suas portas no dia 31 de janeiro na cidade de Toulon, no sudoeste francês. A exposição, intitulada “Les lieux fragmentés” (Os lugares fragmentados), reúne cerca de vinte obras realizadas entre 1999 e 2015. Algumas delas, inclusive, concebidas especialmente para o evento e construídas diretamente dentro do belo espaço do Hôtel des Arts, que acolhe a mostra.

O centro cultural explora, de uns anos para cá, as questões urbanas e ligadas ao Mediterrâneo. E a obra de Cabrita Reis, que trabalha a partir de materiais brutos, corresponde perfeitamente a essa iniciativa de “pensar” a cidade. Afinal, o artista mistura em suas obras tubos de alumínio, lâmpadas fluorescentes e objetos encontrados em canteiros de obras, como portas velhas e pedaços de madeira. “Se você utilizar uma cadeira ou um pneu numa escultura, amanhã uma pessoa que vê essa escultura vai olhar para essa cadeira e para esse pneu e dizer : eu vi um artista que usava isso em sua obra ! Isso vai dar uma diferença muito grande na maneira como as pessoas olham para as coisas que as rodeiam e faz com que pensem de uma forma diferente sobre esse mundo e sobre si mesmas. A arte serve para isso. É para fazer pensar e não para fazer coisas bonitas”, explicou Cabrita Reis à RFI durante o vernissage da exposição.

Ao visitar o Hôtel des Arts, é possível entender porque o artista português evita chamar suas obras de “instalações” – mesmo se a convenção habitual do mundo da arte contemporânea o classifica sempre nessa categoria. Suas peças com tubos fluorescentes, algumas delas delimitadas por uma moldura, aparecem mais com quadros, nos quais as lâmpadas se transformam em traços. Aliás, ao contrário da cenografia comum nesse tipo de mostra, onde as peças são expostas em salas obscuras para dar ênfase ao efeito de contraste, em Toulon a iluminação do local é mantida, o que fortalece essa sensação de que Cabrita Reis “desenha com a luz”.

A retrospectiva, que tem curadoria do talentoso Jean-François Chougnet – o mesmo que dirigiu o Ano do Brasil na França, em 2005, e que está à frente do MUCEM (Museu das civilizações da Europa e do Mediterrâneo), em Marselha –, vai até o dia 19 de abril.

Undisclosed #3, obra da exposição "Les Lieux Fragmentés" (Lugares fragmentados), de Pedro Cabrita Reis, no espaço cultural Hôtel des Arts, em Toulon.

Caricaturas de Napoleão em Londres

As caricaturas estiveram no centro das atenções nos últimos dias, principalmente após o ataque terrorista contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo no dia 7 de janeiro, quando a publicação foi alvo de extremistas religiosos por ter publicado uma imagem do profeta Maomé. Mas os desenhos satíricos sempre fizeram parte da história da Europa, e até os grandes líderes, como Napoleão Bonaparte, já foram alvo dos traços irônicos de caricaturistas.

O British Museum, em Londres, decidiu fazer uma mostra sobre o tema. A exposição, que começou esta semana, traz dezenas de desenhos do primeiro imperador francês, que caiu nas graças dos humoristas no século 18, em uma época considerada por especialistas do gênero como os tempos áureos da caricatura no Reino Unido.

Um exemplo é um dos desenhos de James Gillray, que faz parte da seleção. Nela, Napoleão aparece em miniatura, sendo assado em um espeto por um enorme diabo. A imagem foi feita em plena guerra entre França e Reino Unido, em 1803. Na época, as caricaturas do imperador eram vendidas para as elites londrinas e utilizadas como instrumento de propaganda.

Vários desses desenhos, aliás, contribuíram para o mito de que Napoleão era praticamente um anão, daí a expressão “Complexo de Napoleão”. Quando, na verdade, o imperador tinha uma estatura mediana. 

Intitulada Bonaparte e os britânicos : impressões e propaganda na época de Napoleão, a exposição vai até o dia 16 de agosto e a entrada é franca.

Desenho de James Gillray faz parte da exposição de caricaturas do British Museum, em Londres. www.britishmuseum.org

Jovens russos ironizam imperialismo americano

Entre o agito de Moscou, a música tradicional da Sibéria e os ritmos folclóricos do Cáucaso, pode parecer que não, mas nem todos os russos estão preocupados com a anexação da Crimeia ou a disputa dos separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia. É o caso do jovem Aïal, que decidiu ironizar o imperialismo norte-americano e, ao mesmo tempo, sacudir o seu pequeno vilarejo na Iacútia, região no extremo leste da Rússia.

Após ter adotado o pseudônimo de Zloï Mambet, ele compôs uma música satirizando os cantores russos de rap e de R&B que imitam o estilo norte-americano. Com muita ironia, o jovem rodou um clip no ano passado em plena zona rural, no qual seus amigos reproduzem os clichês que povoam o imaginário ocidental. Filmado em apenas três dias, o vídeo conquistou a internet e, em menos de uma semana, foi assistido por mais de meio milhão de pessoas, se tornando um dos vídeos mais populares do Youtube na Rússia.

Esse ano ele repetiu a peripécia, mas desta vez com uma paródia da canção Shake It Off de Taylor Swift. Uma forma de contestação pacífica e com muito humor.

 


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