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Artigo

Na Índia, francesa aguarda apoio para sucessão no FMI

media A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde e o seu colega de pasta, o ministro indiano Pranab Mukerjee. Reuters/ B Mathur

Depois de visitar o Brasil, a principal candidata à sucessão de Dominique Strauss-Kahn no FMI, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, faz campanha por sua candidatura hoje na Índia. Lagarde chegou ao país, onde expôs suas prioridades ao seu colega de pasta, Pranab Mukherjee, e ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

Na saída do encontro com Lagarde, o ministro indiano das Finanças declarou que o futuro diretor-geral do FMI deve ser escolhido de acordo com suas qualidades, e não pela sua nacionalidade. A afirmação foi vista como uma crítica à regra implícita adotada pelas potências industrializadas, segundo a qual um europeu comanda o FMI e um americano, o Banco Mundial.

“A seleção do diretor-geral do FMI e do Banco Mundial deve acontecer sobre a base do mérito, da competência e de forma transparente”, disse Mukherjee à imprensa. “Nós trabalhamos com muitos países, em especial com o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). É impossível dizer se haverá um candidato comum.”

O ministro, entretanto, deu a entender que acabará apoiando a francesa, favorita para assumir o Fundo Monetário. “Deve haver um grande consenso. A Índia deseja participar deste consenso.”

Analistas indianos duvidam que a Ásia apresente uma alternativa – e, neste caso, tendem a preferir um francês no comando da organização, devido às relações próximas que mantém com a França e por este país adotar uma postura autônoma em relação aos Estados Unidos.

Após ter visitado o Brasil e a Índia, Lagarde ainda vai à China. Os emergentes querem mais espaço nas decisões do fundo. Lagarde promete dar continuidade às reformas nesse sentido, iniciadas por Strauss-Kahn. A francesa tem como rivais o diretor do Banco Central do México, Agustin Casterns, e o do BC do Casaquistão, Grigori Martchenko. Casterns também visitou o Brasil, onde se anunciou como o candidato dos países emergentes. O prazo para a apresentação de candidaturas termina em 10 de junho.

 

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