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Artigo

Portugueses protestam nas redes sociais contra novas medidas de austeridade

media Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro português, se desculpou em sua página no Facebook pelas medidas de austeridade que seu governo adotou na última sexta-feira. Flickr/ EPP Summit March 2012

Os portugueses estão usando as redes sociais para criticar o novo pacote de austeridade do governo e organizar protestos. O próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, se desculpou pelas rigorosas medidas em sua página no Facebook.

Adriana Niemeyer, correspondente da RFI em Lisboa

O perfil do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho no Facebook virou até notícia no Financial Times depois que recebeu mais de 33 mil comentários desde o último sábado, após ele ter usado a rede social para se desculpar pela implantação de um novo pacote de austeridade.

Assinando simplesmente como Pedro, o premiê confessou que pela primeira vez se sentiu frustrado, devendo um pedido de desculpas, como pai e cidadão, “por não poder poupar os portugueses de mais esses sacrifícios".

Mas não é só na rede que os comentários proliferam. Em todo o país só se fala das novas medidas para reduzir o déficit orçamentário, anunciadas na última sexta-feira. Entre elas a mais polêmica: a de diminuir o imposto social único para as empresas enquanto aumenta em quase 60% o valor da contribuição do trabalhador para a previdência social. O resultado é que os assalariados portugueses terão o equivalente a um salário a menos por ano no setor privado e dois no setor público. Uma medida que, segundo o governo, vai criar mais empregos.

Mas desta vez os portugueses estão dando sinais de que não vão engolir tão facilmente a nova agenda do governo no que diz respeito à redução dos salários. Um grupo independente de cidadãos, estudantes, artistas e cientistas está usando as redes sociais para convocar a população para manifestar em todo país no próximo sábado. A ideia é promover um protesto social independente dos partidos ou sindicatos.

O Partido Socialista, que apesar de estar na oposição encontrava-se amarrado ao govermo por ser co-autor do plano econômico para salvar o país, agora também toma distância e anuncia que não vai aprovar o próximo orçamento de 2013, que será apresentado no mês de outubro.

Já o primeiro-ministro continua “garantindo” que vai fazer tudo para cumprir as obrigações com os credores, antes mesmo da nova avaliação dos representantes da chamada troika, o grupo formado pelo Banco Central Europeu, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, que acontece ainda esta semana.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.