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Artigo

BCE reduz taxa de juros a nível recorde para evitar deflação

media O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. REUTERS/Ralph Orlowski

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu nesta quinta-feira (15) o seu principal índice de juros de 0,25% para 0,15% em sua reunião mensal para definir a política monetária do bloco. A baixa histórica tem por objetivo elevar a inflação a um índice mais próximo da meta de 2%. Em maio, o aumento dos preços havia ficado em apenas 0,5%. A decisão foi saudada pelo mercado e por líderes da União Europeia.

A taxa de depósito também sofreu um corte inédito, saindo de 0% para um índice negativo: -0,10%. Estas medidas eram bastante esperadas por analistas de mercado, preocupados com a queda da inflação que há meses paira sobre a zona do euro. A baixa dos preços é um problema porque também significa baixos salários e, por consequência, diminuição da atividade econômica em uma região que cresce a passo de tartaruga. Ao reduzir a taxa de depósito a um índice negativo, o BCE pretende pressionar os bancos a emprestar mais a empresas e famílias, também com objetivo de estimular o crescimento. É a primeira vez que um grande Banco Central anuncia este índice em um nível negativo.

O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que o órgão chegou ao "seu limite", e não deverá baixar ainda mais os seus índices. "Tecnicamente, considero que hoje nós atingimos os limites. As taxas devem ficar neste nível durante um bom tempo, talvez mais tempo do que prevíamos", declarou Draghi. Segundo o presidente do BCE, as taxas só voltarão a subir quando a economia der sinais de reação.

Reações imediatas

Outro objetivo das medidas, desvalorizar o Euro, já começou a se concretizar nas horas seguintes ao anúncio do BCE. O euro despencou de 1,3599 dólares na quarta-feira para 1,3503 na quinta, o valor mais baixo em quatro meses, mas acabou estabilizando em um patamar mais elevado ao longo da tarde. Também após o anúncio, a Bolsa de Paris atingiu seu nível mais alto em sessão desde junho de 2008 (+0,78%).

O ministro da economia francês, Arnaud Montebourg, declarou hoje que, após as medidas do BCE, os bancos "não terão mais nenhuma desculpa para não emprestar dinheiro às empresas". Ele saudou este "primeiro passo espetacular em direção a uma política monetária mais orientada ao crescimento". O Fundo Monetário Internacional também celebrou a decisão, mas não deixou de sugerir que novas ações serão necessárias. "Nós acolhemos com satisfação a posição extremamente dinâmica adotada hoje pelo BCE", afirmou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, em Washington.

Previsões

Apesar das medidas, o BCE também baixou suas previsões de inflação para a Zona do Euro até 2016 e revisou suas previsões sobre o crescimento. O órgão aposta em uma alta dos preços da ordem de 0,7% neste ano, 1,1% em 2015 e 1,4% em 2016 - a previsão anterior era de 1%, 1,3% e 1,5% respectivemente. Mario Draghi ressalvou, no entanto, que a evolução dos preços pode ser afetada por "desenvolvimentos geopolíticos", principalmente a situação da Ucrânia.

O crescimento do PIB deve se estabelecer em 1% este ano na Zona do Euro, menos do que o 1,2% previsto há três meses. Para 2015, a previsão é de 1,7% e, para 2016, 1,8%. "A retomada da economia "está aí", afirmou Draghi.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.