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Artigo

Saída da Grécia da zona do euro é uma possibilidade, diz chefe do FMI

media A reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 começou nesta quinta-feira (28) em Dresde, na Alemanha. REUTERS/Fabrizio Bensch

A situação da Grécia está no centro das preocupações na cúpula dos ministros das Finanças e dos presidentes dos Bancos Centrais do G7, o grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, que começou nesta quinta-feira (28) em Dresden, no leste da Alemanha. A perspectiva de acordo entre os credores e Atenas ainda é incerta. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que participa do encontro, disse que “a saída da Grécia da zona do euro é uma possibilidade”.

Em entrevista à imprensa alemã, a chefe do FMI afirmou que a saída da Grécia do bloco “não seria fácil, mas não significaria o fim do euro”. Christine Lagarde havia declarado essa manhã, em Dresden, que as negociações com a Grécia “ainda não deram um resultado concreto”. Atenas precisa de recursos para honrar o pagamento de parcelas de sua dívida e negocia há três meses com seus credores – FMI, BCE e Comissão Europeia. Os credores exigem reformas do governo grego, comandado pelo partido de esquerda radical Syriza, para repassar €$ 7,2 bilhões ao país.

O comissário europeu para as Finanças, Pierre Moscovici, confirmou que não é certo dizer “que mais de 3/4 do caminho” para um acordo foram feitos, como afirmaram alguns dirigentes gregos. Moscovici, no entanto, está otimista com as negociações, mesmo se “há ainda muito trabalho pela frente”.

O governo grego informou na quarta-feira (27) que a redação do acordo tinha começado. A informação foi imediatamente desmentida por Bruxelas e pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

Reunião em Dresden

Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália, estão reunidos até amanhã (29), em Dresden. Oficialmente, o dossiê grego não faz parte da agenda da reunião. O encontro visa preparar a cúpula dos chefes de Estado do G7, prevista para os dias 7 e 8 de junho, também na Alemanha, que preside atualmente o bloco.

Mas com exceção da Grécia, os principais atores das negociações sobre a dívida grega estão em Dresden. Além de Christine Lagarde e de Pierre Moscovici, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, também participa do encontro. O BCE teme que a indefinição da situação grega inflacione as taxas de juros para empréstimos a outros países da zona do euro.

Além da crise grega, os participantes vão discutir a situação financeira na Ucrânia e uma possível ajuda ao Nepal, devastado por um terremoto no início de maio. A regulação financeira, a luta contra a evasão fiscal e contra o financiamento do terrorismo também estão na pauta de discussões.
 

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