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Artigo

Existência do euro não depende da Grécia, afirma Bundesbank

media O presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), Jens Weidmann. REUTERS/Ints Kalnins

A existência da moeda única europeia não depende da Grécia, afirmou o presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), Jens Weidmann. "A existência do euro não está necessariamente ligada ao desenvolvimento da Grécia, mas alguns efeitos de contágio não podem ser completamente descartados, sobretudo no cenário de um 'Grexit'", explicou, a respeito da possível saída do país da zona do euro. A avaliação de Weidmann foi feita em entrevista aos jornais Les Echos, publicado na França, ao espanhol El Mundo e ao italiano La Stampa.

O presidente do Bundesbank ponderou que "o caráter da união monetária também será afetado se um dos sócios não assumir a responsabilidade para com a estabilidade do conjunto". "Este também é um efeito de contágio cujas consequências não devem ser minimizadas", completou. O dirigente alemão insiste que "em última instância, a responsabilidade da permanência da Grécia no euro é do governo grego".

Merkel diz que acordo com a Grécia ainda é possível

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (18) que ainda é possível um acordo entre a Grécia e os credores. "Estou convencida de que onde existe vontade, existe um caminho", disse Merkel aos deputados alemães no Parlamento (Bundestag).

"Se as autoridades gregas têm esta vontade, um acordo continua sendo possível, desde que Atenas aplique de forma decidida as reformas estruturais prometidas", completou.

Negociações no Eurogrupo

A Grécia e os credores − Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu −, negociam há um mês a liberação de uma ajuda financeira vital para o país, à beira de um 'default' (suspensão de pagamentos).

A posição da Alemanha "não mudou" e os esforços se concentraram na permanência da Grécia na zona do euro, destacou Merkel, que nas últimas semanas intensificou os contatos com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

O governo de Tsipras resiste a aplicar as reformas exigidas pelos credores, já que muitas delas contradizem as promessas eleitorais do partido Syriza, de esquerda radical.

As negociações serão abordadas em uma reunião nesta quinta-feira dos ministros das Finanças do Eurogrupo em Luxemburgo, mas as duas partes já anteciparam que descartam a possibilidade de um acordo no encontro.

(Com informações da AFP)

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.