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Desporto

Morre Eusébio, o "Pantera Negra", lenda do futebol português

media Torcedores depositam flores no monumento em homenagem a Eusébio diante do Estádio da Luz em Lisboa neste domingo, 5 de janeiro de 2014. Reuters

O governo português decretou três dias de luto nacional após a morte neste domingo, 5 de janeiro de 2014, da lenda do futebol português Eusébio, aos 71 anos. O corpo da "pantera negra", como ele era conhecido, será exposto neste domingo no Estádio da Luz, em Lisboa, onde os fãs já estão chegando para depositar flores. Personalidades da política e do esporte lamentam sua morte. 

"Eusébio contribuiu para o brilho de seu país no mundo. Portugal deve muito a ele como embaixador do esporte nacional", disse o porta-voz do governo, Luis Marques Guedes. "Penso que o luto dos portugueses se estende a todos os países africanos de língua portuguesa, de onde Eusébio era originário, e a todas as partes do mundo onde há comunidades portuguesas", acrescentou ele.

"Ele era um gênio do futebol, um exemplo de humildade, um atleta de excelência, um homem generoso e solidário. Para todos os torcedores ele foi um exemplo de profissionalismo, de determinação, de dedicação", declarou o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

O prefeito de Lisboa, o socialista Antonio Costa, também homenageou o ex-jogador e afirmou que as bandeiras da capital serão colocadas a meio-mastro.

A Federação Portuguesa de Futebol decretou um minuto de silêncio antes de todas as partidas do campeonato nacional que serão jogadas neste domingo. "Eusébio nunca nos deixará. Ele é uma figura única do futebol português", disse o presidente da entidade, Fernando Gomes.

O presidente da Federação Internacional de Futebol, Joseph Blatter, lamentou a "perda de uma lenda" do esporte. "É um dia triste para o futebol português e mundial", comentou o presidente da Comissão Europeia, José Durão Barroso.

"É uma figura que carrega a história profunda e rica de Moçambique. Eusebio vinha para cá de vez em quando. Ele sempre manteve um laço com Moçambique. É uma figura muito conhecida e respeitada em nosso país", disse o presidente moçambicano, Armando Gebuza.

"Eusébio sera sempre eterno. Descanse em paz", escreveu Cristiano Ronaldo, a estrela da seleção portuguesa, em sua conta no Facebook, ao lado de uma foto em que ele aparece ao lado do jogador, que dominou o futebol europeu nos anos 60.

Trajetória

Eusébio da Silva Ferreira morreu na madrugada deste domingo em Lisboa. Hospitalizado várias vezes nos últimos tempos, ele foi vítima de uma parada cardíaca, segundo seu antigo clube Benfica.

Unanimemente considerado o melhor jogador português de todos os tempos, Eusébio rivalizou com as estrelas da sua época: o brasileiro Pelé, o argentino Di Stefano ou o inglês Bobby Charlton.

"Eu fui melhor jogador do mundo, melhor artilheiro do mundo e da Europa. Fiz tudo, com exceção de ganhar uma Copa", dizia Eusébio em uma entrevista no final de 2011. Ele ainda se lembrava das lágrimas que derramou após a semifinal que Portugal perdeu para a Inglaterra (2 a 1), anfitriã da Copa de 1966.

Nascido em 25 de janeiro de 1942 em Maputo, capital de Moçambique, que na época era uma colônia portuguesa, Eusébio foi recrutado aos 19 anos pelo Benfica de Lisboa por suas qualidades técnicas e físicas excepcionais.

Em 1962 ele venceu a versão antiga da Liga dos Campeões, que na época se chamava Copa da Europa dos clubes campeões, fazendo dois gols em uma final de antologia contra o Real Madrid de Puskas e Di Stefano (5 a 3).

Os 733 gols em 745 partidas durante sua carreira indicam a potência desse atacante veloz, muito técnico e preciso, que recebeu duas vezes a Chuteira de Ouro de melhor artilheiro europeu, em 1967/68 e 1972/73.

Estrela do Benfica

Em 1964, a cobiça dos maiores clubes da Europa encontra um obstáculo na pessoa do ditador Antonio Salazar. Ele impede Eusébio de ir jogar no Inter de Milão para fazer dele, ao lado da diva Amália Rodrigues, um dos ícones do Portugal dos três F: fado, futebol e Fátima. "Minha política é uma bola", explicou recentemente o ex-jogador, negando qualquer simpatia pelo regime de Salazar.

Eusébio permaneceu então 15 anos no Benfica, com o qual venceu 11 campeonatos nacionais, cinco Copas de Portugal e disputou, após a vitória de 1962, três outras finais da Copa dos Campeões da Europa. Até sua morte ele não cessou de demonstrar sua paixão pelo clube lisboeta, que ergueu uma estátua em sua homenagem diante do estádio da Luz.

Eleito Bola de Ouro em 1965, Eusébio foi o primeiro jogador negro a obter esse prêmio. Sua potência e sua agilidade também vão contribuir para escrever uma capítulo glorioso da história da seleção portuguesa, que ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966. Melhor artilheiro do mundial com nove gols, Eusébio também foi considerado o melhor jogador dessa edição.

Seu recorde de 41 gols em 64 partidas pela seleção portuguesa só foi batido em 2005, pelo ex-atacante do Paris Saint-Germain Pedro Pauleta.

Eusébio saiu do Benfica em 1975 mas, apesar de seis operações no joelho esquerdo, só se aposentou três anos mais tarde, depois de breves passgens por clubes americanos e times portugueses de segunda categoria. Ele se tornou então embaixador do Benfica e da Federação Portuguesa de Futebol.

"Nós vamos nos lembrar de seu talento, seu exemplo, seu caráter que marcaram o futebol português e se impuseram como uma referência mundial do futebol. A vida de Eusébio é o patrimônio de todos aqueles que amam o futebol. O Benfica era seu porto seguro. Ele fez do Benfica mais do que um clube, era sua casa e sua família. A memória e a herança de Eusébio permanecerão entre nós", diz o texto de um comunicado do Benfica divulgado neste domingo.
 

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