Foi o presidente da federação alemã do setor, Matthias Wissmann, quem deu o tom do salão deste ano: "Por causa da crise das dívidas públicas de certos países da União Europeia, o mercado automobilístico europeu deve retrair até 5%, o equivalente a 12,1 milhões de unidades", ele declarou.
Mas se na Europa as coisas vão mal, em nível mundial o crescimento deve continuar e chegar a 4%. Esses resultados se devem ao dinamismo do mercado dos Estados Unidos, China e Japão. A esperança das montadoras está nos países emergentes, um mercado potencial de carros novos.
O líder do setor na Europa, o alemão Vokswagen, declarou-se reticente quanto a um crescimento, mas espera conservar o seu recorde do ano passado, apostando nas vendas em casa. Já o número um mundial, General Motors, considera que o mercado está se aquecendo nos Estados Unidos.
Casamentos por interesse
A crise no mercado europeu custou caro no ano passado a alguns construtores dependentes do continente. As alianças são consideradas uma tábua de salvação diante da crise. Um exemplo é a montadora francesa PSA Peugeot Citroën, pertencente a um grupo familiar, que encontrou a solução para os seus problemas na aliança com o gigante americano GM, que será seu segundo acionista. O casamento entrou em uma nova fase com um aumento de capital em torno de 1 bilhão de euros. A operação permitirá à GM se apossar de 7% da Peugeot que, assim, poderá financiar novos projetos.
A italiana Fiat também está procurando um parceiro e não esconde que está de olho na francesa Renault. Mas nem sempre o final é feliz como aconteceu com a montadora sueca Saab, que declarou falência em dezembro passado.