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Artigo

Justiça espanhola confisca bens de genro do rei Juan Carlos

media A Infanta Cristina ao lado de seu marido, Iñaki Urdangarin, em foto de 11 janeiro de 2011. ©Reuters.

A Justiça espanhola decretou o confisco de bens do genro do rei Juan Carlos, o empresário Iñaki Urdangarin. O marido da Infanta Cristina é suspeito do desvio de 6,1 milhões de euros dos cofres públicos, ao lado de seu ex-sócio, Diego Torres. Desde que a acusação veio a público, no fim de 2011, Urgandarin, de 45 anos, não participa de cerimônias oficiais da família real.

Entre os 16 bens confiscados, estão 50% da mansão que o casal comprou por 9,8 milhões de euros no bairro de Pedralbes, em Barcelona, e metade das propriedades da empresa Aizoon, que teria servido de fachada para as operações ilegais. A companhia é registrada nos nomes de Urgandarin e da princesa.

Antigo campeão olímpico de handball, o empresário presidiu entre 2004 e 2006 o Instituto Noos, uma empresa sem fins lucrativos que organizava congressos para a promoção de atividades esportivas nas regiões das Ilhas Baleares e de Valência. Essa operação também teria usada para ocultar desvios de verba.

Como a Infanta Cristina participou do comitê gestor da Noos até 2006, o juiz responsável pelo caso, a indiciou por tráfico de influência, no dia 3 de abril. Mas suspendeu o processo pouco mais de um mês depois, acatando recurso da princesa. Em contrapartida, ele exigiu um inventário detalhado das contas correntes da Infanta, onde aparecessem "seus bens, móveis, imóveis, fundos de investimento, ativos financeiros e depósitos dos quais ela fosse titular".

Neste ínterim, a filha do rei se mudou para a Suíça e seu marido continuou a viver na Espanha. Cristina, que é diretora internacional da fundação responsável pelos trabalhos sociais do banco espanhol CaixaBank, teria sido designada para a filial da instituição em Genebra.

Ainda que Cristina não esteja mais diretamente implicada no caso, o escândalo suja a imagem da coroa, em um momento particularmente delicado para o rei. Aos 75 anos, Juan Carlos ainda se recupera de uma intervenção cirúrgica na cintura e se prepara para uma operação de colocação de uma prótese, agendada para o dia 21 de novembro. Essa será a nona cirurgia em três anos.

Não bastassem os problemas de saúde, o rei passa por uma crise de popularidade e a Espanha começa a cogitar se a melhor saída não seria sua abdicação em benefício do príncipe Felipe, de 45 anos. Por conta da covalescência de Juan Carlos, Felipe presidiu pela primeira vez, no último dia 12 de outubro, o tradicional desfile militar da festa nacional espanhola.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.