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Google lança formulário para internautas europeus aplicarem "direito ao esquecimento"

media Os internautas europeus poderão solicitar que alguns links sejam apagados das bucas do Google @Google

O Google lançou nesta sexta-feira (30) um formulário restrito aos internautas europeus, que poderão pedir à empresa que apaguem os resultados das buscas no site que comprometam sua própria imagem. As informações devem ser julgadas "pouco apropriadas, fora de contexto, pouco pertinentes ou desatualizadas" e serão avaliadas por um comitê da empresa.

O formulário é a resposta do Google à decisão da Corte de Justiça da União Europeia, anunciada no dia 13 de maio, e integra a discussão em torno do "direito ao esquecimento", proposta lançada pela União Europeia em 2012. O Google controla hoje 90% do mercado de buscas pela Internet.

A partir de agora, pessoas físicas terão o direito de exigir que informações a seu respeito sejam apagadas. Mas a tarefa promete ser mais árdua do que parece : o internauta terá que citar os links em questão e explicar porque ele é ofensivo.

O pedido será analisado pela empresa individualmente, mas sem previsão do tempo que ela levará para retirar os links do ar, que não serão mais referenciados.

Além disso, os internautas deverão enviar uma cópia da carteira de identidade, o que em tempos de NSA (Agência de Segurança Americana) pode frear algumas iniciativas. Especialistas acreditam que os menores de idade serão os maiores beneficiados, já que muitos pais publicam fotos e outras informações de seus filhos que eles podem preferir apagar no futuro.

A decisão também não afeta a coleta de dados pessoais, utilizada pela empresa em sua estratégia publicitária de vendas de anúncios direcionados aos internautas segundo seus gostos e preferências. A questão é polêmica e divide americanos e europeus, além de ser motivo de preocupação para uma grande parte dos internautas.

De acordo com um porta-voz do Google, também haverá dificuldades jurídicas para determinar a diferença entre o direito ao esquecimento e à liberdade de expressão ou informação na análise dos pedidos.

Para isso, a empresa criará um comitê consultativo na tentativa de equilibrar as duas questões. Ele será formado pelo seu ex-CEO, Eric Schmidt, Jimmy Wales, fundador do site Wikipedia e professor de Ética no Instituto de Internet da Oxford, além de membros da ONU.

Medida ajuda regimes autoritários, diz ex-CEO da empresa

Em entrevista ao jornal Financial Times, Schmidt lamentou que a empresa não tenha sido associada aos debates em torno do "direito ao esquecimento na Europa" e estima que as novas regras vão prejudicar a "inovação e as start-ups"e vão oferecer mais meios aos regimes autoritários para controlar a Internet em seus países.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.