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Artigo

Pró-russos promovem mega-ofensiva no leste da Ucrânia

media Padre segura uma bandeira russa diante do prédio da administração local de Lugansk, ocupado por separatistas REUTERS/Stringer

Nesta segunda-feira, centenas de atiradores pró-Rússia atacaram um campo da guarda fronteiriça em Lugansk, no leste da Ucrânia. A ação, que contou com atiradores de elite, lança granadas e morteiros, foi uma das maiores ofensivas da insurgência que Washington acusa Moscou de apoiar e patrocinar.

O ataque extremamente bem organizado começou logo nas primeiras luzes do dia e se estendeu pela tarde. Homens armados de fuzis de fabricação russa compuseram a linha de frente, cobertos por snipers experientes, posicionados sobre dois prédios de nove andares no entorno do campo. Um destes atiradores foi morto, além de quatro outros rebeldes, informou a guarda fronteiriça em comunicado. Ainda de acordo com o texto, oito pró-russos ficaram feridos. Do lado ucraniano, foram oito feridos, quatro sem gravidade.

No início da tarde, as duas partes negociaram um cessar-fogo para que os feridos pudessem ser retirados em ambulâncias. Um porta-voz do que a Ucrânia chama de "operação antiterrorista" afirmou que a guarda recebeu apoio aéreo, que conseguiu destruir duas equipes de lançadores de morteiros.

De fato, testemunhas viram crateras no chão ao redor de um prédio administrativo de Lugansk que está ocupado por separatistas desde o dia 6 de abril. De uma das janelas do edifício, era possível ver nuvens de fumaça, que poderiam ter sido causadas por uma explosão ou por bombardeio.

Teste para Porochenko

Para o presidente-eleito Petro Porochenko, a ofensiva de hoje serviu para lembrar o quanto vai ser difícil manter sua promessa de campanha de salvar o país da desintegração territorial e do colapso econômico. O empresário pró-ocidente de 48 anos conseguiu um trunfo político inesperado na manhã de segunda, com a decisão da gigante estatal russa Gazprom de prorrogar o prazo para Kiev pagar sua dívida de quase US$ 2,5 bilhões com Moscou.

Inicialmente, a Ucrânia poderia ter seu suprimento interrompido já na terça-feira, com consequências catastróficas não apenas para a ex-república soviética, mas para toda Europa, altamente dependente do gás russo, que transita majoritariamente por território ucraniano.

Mas, duas horas antes de os dois lados se encontrarem para discutir o preço do gás - que subiram drasticamente depois de a derrubada do presidente pró-Kremlin Viktor Yanukovich, em fevereiro -, a Gazprom confirmou ter recebido uma primeira parcela de US$ 786 milhões de Kiev e estendeu em uma semana o ultimato.

Às margens da Normandia

No plano político, as potências ocidentais procuram pressionar o presidente russo Vladimir Putin, para que ele pare de jogar lenha na fogueira ucraniana. Hoje, a diplomacia britânica informou que o primeiro ministro David Cameron se encontrará com mandatário russo às margens das comemorações dos 70 anos do Dia D, na Normandia.

Barack Obama também participa da celebração e já tem uma reunião marcada com Petro Porochenko, a quem expressará seu apoio. O presidente-eleito ucraniano prometeu uma conversa com Putin, mas o Kremlin negou que tal encontro esteja sendo negociado. Oficialmente, o presidente russo não conversou com nenhum membro do executivo da Ucrânia, desde que o regime de Yanukovich foi deposto.

Guerra Fria

De acordo com o secretário americano do Tesouro, Jacob Lew, Washington proporá novas sanções à Rússia durante a cúpula dos países do G7 que acontece nesta terça (3) em Bruxelas. "Há evidências de que a Rússia continua permitindo um fluxo livre de armas, fundos e soldados através de suas fronteiras e até agora não sabemos quais serão os próximos passos do presidente Putin", disse Lew.

Diante deste cenário, ele acrescentou que o presidente Obama "deu seu aval para que tomemos ações ainda mais drásticas caso a Rússia continue a apoiar separatistas armados no leste da Ucrânia". Poroshenko agora procura novas alianças militares no ocidente para se afastar do abraço de Putin, mas o presidente norte-americano já declarou que priorizará a diplomacia sobre as armas no caso da expansão russa.

Por outro lado, os oficiais americanos insistem que seu compromisso com a Ucrânia permanece forte. De acordo com o Pentágono, Washington discute um plano de ajuda militar de 13 milhões de euros para que a Ucrânia constitua "forças armadas de alta eficácia".

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.