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Artigo

Infanta Cristina continua indiciada e pode ir para o banco dos réus

media A infanta Cristina, 49 anos, pode ser julgada por corrupção. REUTERS/Daniel Aguilar/Files

O juiz de instrução no caso de suposta corrupção que abalou a família real espanhola decidiu, nesta quarta-feira (25), manter o indiciamento contra a infanta Cristina, filha mais nova do ex-rei Juan Carlos I e irmã do novo monarca, Felipe VI.

Os indiciamentos, em dezembro de 2011, de Iñaki Urdangarin, marido da princesa, investigado por desvio de verbas públicas, e de Cristina, em janeiro, contribuíram para minar a popularidade do rei, que abdicou em 2 de junho.

Encerrando uma investigação iniciada em 2010 e que o chefe da Casa Real sob Juan Carlos, Rafael Spottorno, qualificou de “martírio”, o juiz José Castro, de Palma de Mallorca, emitiu um auto em que conclui que Cristina e Urdangarin, que tem o título de Duque de Palma, continuarão indiciados. A acusação tem 20 dias para apresentar o caso ao juiz.

A infanta, de 49 anos, teria, segundo o magistrado, cooperado com o marido, indiciado ao lado do ex-sócio Diego Torres, por ter supostamente desviado mais de seis milhões de euros de verbas públicas através do Instituto Nóos.

Essa sociedade sem fins lucrativos, que Urdagarin presidiu entre 2004 e 2006, assinou vários contratos com governos regionais dirigidos pelo conservador Partido Popular, para a organização de eventos esportivos. Há suspeitas também de que os sócios teriam usado o nome da infanta e do rei para conseguir contratos.

As consequências do chamado caso “Nóos” são um dos primeiros desafios diante do novo rei, Felipe VI, empossado no dia 19 de junho. Cristina não participou das cerimônias de posse.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.