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Artigo

Nacionalistas atacam parada gay na Ucrânia e seis pessoas ficam feridas

media Policiais prendem militante de extrema-direita às margens da 2ª Parada Gay da Ucrânia REUTERS/Stringer

A segunda parada do orgulho gay na homofóbica Ucrânia terminou em confronto entre policiais que escoltavam a marcha e militantes ultranacionalistas. Seis pessoas ficaram feridas e 25 foram presas ao final da Marcha pela Igualdade, que partiu na manhã deste sábado (6) das margens do rio Dniepr, longe do centro de Kiev, sob forte aparato de proteção.

Desde que foi anunciada, a manifestação suscitou forte oposição de grupos ultranacionalistas ucranianos. Por razões de segurança, a organização só informou o local da marcha no sábado de manhã. Mesmo assim, antes do início da manifestação, já havia cerca de 20 militantes de extrema-direita mascarados cercando a concentração.

Próximo do local, estava estacionado um micro-ônibus vermelho e preto, com a insígnia do movimento ultranacionalista Pravy Sektor, bastante ativo durante os movimentos de contestação que levaram à queda do presidente pró-russo Viktor Yanukovitch. A organização também está diretamente envolvida nos combates contra a rebelião separatista no leste do país.

Os mascarados começaram a atirar pedras e cestos de lixo contra a manifestação e a polícia respondeu. De acordo com o ministério do Interior, cinco policiais ficaram feridos, um deles, gravemente. Um jornalista da AFP informou ter visto um militante ultranacionalista ferido.

Dez minutos de marcha

Por conta dos confrontos, a Marcha pela Igualdade, em apoio aos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, bissexuais e transgêneros), durou apenas dez minutos e contou com pouco mais de cem participantes. Os militantes, de todas as idades, brandiam bandeiras com as cores do arco-íris e cartazes exigindo igualdade. Um deles proclamava: "tenho o direito de estar aqui".

"Essa marcha prova que nós existimos. É claro que estou com medo, mas também tenho muito orgulho de mim mesmo, por ter vindo até aqui", declarou à AFP um militante de 31 anos, que pediu anonimato por medo de represálias.

Outra participante, Olena Globa, comemorou o fato de que a "comunidade LGBT saiu do armário hoje e mostrou que quer ter seus direitos reconhecidos". Apesar de ser hétero, ela resolveu participar em solidariedade ao filho, que é gay: "Acho lamentável que outros pais heterossexuais não tenham vindo apoiar seus filhos".

A homossexualidade, que era crime na URSS, ainda permanece muito estigmatizada na Ucrânia, uma ex-república soviética onde a Igreja Ortodoxa exerce forte influência.

Parada controversa

A primeira Parada Gay da história da Ucrânia independente aconteceu em 2013 e reuniu também quase cem pessoas. No ano seguinte, ela teve de ser cancelada, pois, de acordo com a organização, a polícia se recusou a fazer a segurança do evento.

Neste ano, o presidente Petro Porochenko declarou timidamente seu apoio à marcha, mas se recusou a participar. "Eu olho para a marcha da igualdade como cristão e como presidente europeu. E penso que essas duas ideias são completamente compatíveis. Eu não vou participar, mas não vejo nenhuma razão para perturbá-la, já que (manifestar-se) é um direito constitucional de todos os cidadãos ucranianos", afirmou.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.