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Mundo

Acordo histórico entre o Irão e as potências mundiais

media Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, Mohammad Javad Zarif, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, e Sergueï Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros REUTERS/Leonhard Foeger

O Irão e o chamado Grupo 5+1 conseguiram fechar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, esta terça-feira, em Viena, na Áustria. Teerão compromete-se em reduzir a sua capacidade nuclear em troca do levantamento progressivo das sanções económicas contra o Irão.

O Irão e o chamado Grupo 5+1 – os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha – alcançaram esta terça-feira um acordo histórico cujo objectivo é garantir que o programa nuclear iraniano não tenha finalidades militares mas civis.

Em troca do levantamento progressivo das sanções económicas contra o Irão (impostas desde 2006 pela ONU e reforçadas em 2012 pelos Estados Unidos e pela União Europeia), Teerão compromete-se em reduzir a sua capacidade nuclear e a permitir o acesso às instalações do programa nuclear aos inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica.

O acordo foi alcançado após uma maratona negocial iniciada em Setembro de 2013 e cuja última ronda deveria ter terminado a 30 de Junho, tendo acabado por durar cerca de 18 dias.

O anúncio do acordo foi oficializado pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, que declarou que “as decisões de hoje (...) podem abrir um novo capítulo das relações internacionais”.


Reacções internacionais

O Presidente iraniano, Hasan Rohani, declarou que a conquista de um acordo servirá como um bom começo” para novas relações internacionais e disse esperar que o acordo coloque termo a uma época de “exclusão e coerção” nas relações entre países.

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse que o acordo vai permitir seguir uma "nova direcçãocom o Irão.

O chefe de Estado russo, Vladimir Putin, saudou o acordo e falou em “suspiro de alívio para a comunidade internacional” .

o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, qualificou o acordo de “erro histórico”.

Por sua vez, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, disse que o acordo deverá ser validado pelas Nações Unidas na terça-feira de manhã.

Reacções ao acordo sobre o programa nuclear iraniano 14/07/2015 ouvir

 

Levantamento das sanções que asfixiavam a economia iraniana

Os investidores mostram-se dispostos a regressar a este país de 77 milhões de habitantes que possui as quartas reservas mundiais de petróleo e as segundas de gás. O Irão faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e vai poder exportar de novo o seu crude.

Aplicadas desde 2007, as sanções europeias abrangem restrições comerciais sobre os bens e tecnologias ligados ao armamento e ao nuclear, transacções financeiras, comércio de metais preciosos, transportes e hidrocarbonetos.

De acordo com o FMI, a China e a Coreia do Sul são os primeiros fornecedores do Irão, estando a França em sétimo lugar, atrás da Alemanha e da Itália.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.