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França

França celebra 14 de julho com desfile em meio a crise política

media Participação de tropas africanas no desfile militar francês. Reuters

Enquanto o governo do presidente Nicolas Sarkozy se vê às voltas com uma denúncia de financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007, país recebe líderes de ex-colônias francesas em parada militar. A queda da Bastilha aconteceu em 14 de julho de 1789, no início da Revolução Francesa.

Como acontece todos os anos, a França comemora nesta quarta-feira o 14 de julho, data mais importante do calendário oficial do país, que lembra o início da Revolução Francesa em 1789, com a queda da Bastilha. A festa nacional, que inclui um desfile militar em Paris, acontece em meio a um escândalo político envolvendo o presidente Nicolas Sarkozy e o ministro do Trabalho francês, Eric Woerth. Ele renunciou nesta terça-feira ao cargo de tesoureiro do partido governista UMP, depois de ser acusado pela ex-contadora da milionária Liliane Bettencourt, herdeira do grupo de cosméticos L'Oréal, de ter recebido 150 mil euros em dinheiro para a campanha de Nicolas Sarkozy, em 2007, um valor que ultrapassa as doações autorizadas pela legislação eleitoral francesa.

No dia seguinte à renúncia de Eric Woerth, o presidente Sarkozy recebe pela primeira vez no 14 de julho chefes de Estado de treze ex-colônias francesas da África. As tropas destes países participaram da parada militar na Avenida do Champs Elysées, em Paris, que teve ainda a passagem do presidente em carro aberto.

O desfile começou pela manhã debaixo de chuva e terminou por volta do meio-dia. O mau tempo não intimidou a multidão, que foi em peso assistir à parada militar. Como de costume, o presidente Nicolas Sarkozy instalou-se na tribuna, na praça da Concordia. Ao lado dele estavam treze presidentes de países como Benin, Burkina Faso, Camarões, Senegal, Tchad, Madagascar, entre outros. Apenas a Costa do Marfim não enviou representantes. O convite às ex-colônias de língua francesa faz parte das comemorações dos 50 anos de independência de 17 países do continente africano.

Depois da participação das tropas africanas, o desfile continuou com a apresentação de soldados da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de alunos de escolas militares francesas e bombeiros. A parada também contou com a participação da patrulha aérea francesa e foi encerrada com a chegada de oito pára-quedistas na Praça da Concordia.

ONGs de direitos humanos denuciam a presença de ditadores na festa francesa

Apesar da festa de confraternização, a participação dos cerca de 400 soldados das forças armadas dos países africanos criou uma polêmica. Alguns veem o evento como uma demonstração da poder colonial francês na região. Manifestaçoes denunciando o que muitos qualificaram de "nostalgia colonial" chegaram a ser organizadas nesta terça-feira nas ruas da capital.

Mas a principal polêmica foi levantada pelas associações de direitos humanos, que denuciam a presença de ditadores e membros das forças armadas que participaram de ações violentas e de golpes de Estado. A Federação Internacional da Liga dos Direitos Humanos pediu às autoridades francesas que publicassem uma lista completa das delegações.

O presidente Sarkozy justificou sua decisão, dizendo que esta é "uma maneira de celebrar a força das relações que unem a França a suas ex-colônias". Ele também aproveitou a ocasião para anunciar uma paridade das pensões de aposentadoria de todos os ex-combatentes das forças armadas francesas, independentemente da nacionalidade.

Paralelamente, neste ano, por medidas de economia, e para evitar novas críticas, a tradicional Garden-Party do dia 14 de julho, a festa no jardim do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, foi cancelada. No ano passado, a tradicional recepção, instituida em 1978 pelo ex-presidente Valéry Giscard d'Estaing, custou aos cofres públicos cerca de 790 mil euros (100 euros por pessoa).

 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.