Uma investigação sobre uma rede de prostituição na cidade de Lille, norte da França, levantou a possibilidade de participação de Strauss-Kahn em festas com prostitutas pagas por empresários em Paris, afirmaram nesta sexta-feira os jornais Libération e Le Figaro. Os investigadores analisam também as viagens feitas pelos suspeitos de proxenetismo a Washington, nos Estados Unidos, quando Strass-Kahn ainda exercia as funções de diretor-gerente do FMI. Segundo o Libération, um dos suspeitos revelou aos investigadores ter viajado a Washington a convite de Strauss-Kahn. A última viagem teria acontecido às vésperas do escândalo com a camareira africana Nafissatou Diallo.
O trabalho da polícia se concentra, num primeiro momento, em notáveis locais e no Carlton, hotel de luxo da cidade. Strauss-Kahn pediu, em declaração recente à imprensa, para “ser ouvido o mais rápido possível, para acabar de uma vez por todas com extrapolações e insinuações novamente maliciosas” contra ele.
O socialista não é mais alvo de nenhuma ação criminal na França e nos Estados Unidos, mas as acusações de tentativa de estupro feitas nos dois países, por Nafissatou Diallo e Tristane Banon, arruinaram sua carreira política.
Com a colaboração de Felipe Schuery.