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França

Sarkozy vai deixar a política se perder eleições, diz Le Monde

media Nicolas Sarkozy não consegue recuperar a popularidade entre os franceses. REUTERS/Alain Jocard

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai abandonar a política se perder as próximas eleições presidenciais, conforme apurou o jornal francês Le Monde. A amigos e companheiros de partido, o UMP, o líder tem respondido: “Eu encerro a minha carreira política. É uma certeza”, quando a possibilidade de derrota nas votações de abril e maio é evocada.

O Le Monde ouviu fontes próximas a Sarkozy, entre elas o seu ex-ministro do Interior e amigo, Brice Hortefeux. Diante da constante queda nos seus índices de popularidade e da boa posição nas pesquisas do seu principal concorrente, o socialista François Hollande, o presidente agora não descarta a hipótese de perder as eleições. “Seja como for, pela primeira vez na minha vida eu estou confrontado com o fim da minha carreira”, teria dito.

O medo do fracasso aumentou depois que a França perdeu a sua nota de crédito triplo A, pela agência Strandard & Poor’s, e após Hollande realizar o seu primeiro grande comício de campanha, no último domingo. Entre as fontes do jornal está um ministro de Sarkozy, que relatou que, nos corredores do Palácio do Eliseu, a avaliação é a de que o socialista “mandou bem” e que “na forma, Hollande foi um sucesso”.

Face à possibilidade de perder o cargo, o chefe de Estado argumenta que “não merece” trocar a vida de presidente pela de político comum, que participa dos congressos do partido conservador UMP, pelo qual chegou a quase todos os cargos eletivos na França. Sarkozy preferiria “mudar completamente de vida” e, por que não, trabalhar na iniciativa privada. “Vocês não vão mais ouvir falar de mim”, teria afirmado.

Antes de exercer a política, o presidente francês era um advogado de sucesso em Neuilly, uma das cidades mais ricas da França e conhecida por abrigar mansões de milionários do país. Foi para prefeito de Neuilly que ele foi eleito pela primeira vez. E ao contrário de outros ex-presidentes, Sarkozy descartaria se engajar em uma atividade internacional - inclusive porque fala mal inglês, segundo o Monde.
 

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