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França

Esquerda e direita preparam estratégia para o segundo turno

media A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, comemora o bom resultado de seu partido no primeiro turno das eleições legislativas francesas. Reuters

A esquerda saiu na frente no primeiro turno das eleições legislativas francesas, marcado por um índice de abstenção recorde de 42,77%. Mas o sucesso do partido de extrema-direita Frente Nacional abriu um debate entre os socialistas e a UMP, o partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, sobre a estratégia a adotar no segundo turno. O partido liderado por Marine Le Pen vai participar da votaão no próximo domingo em 61 regiões eleitorais.

De acordo com os resultados definitivos divulgados pelo governo, o PS (Partido Socialista) do presidente François Hollande e seus aliados tiveram a maior votação, com 34,4 % dos votos. Em segundo lugar, com 34,07%, ficaram a UMP (União por um Movimento Popular) e seus aliados.

As projeções realizadas por institutos de pesquisa indicam que o PS e seus aliados mais próximos obteriam de 283 a 329 das 577 cadeiras do Parlamento francês. Isso significa que François Hollande tem grandes chances de governar com maioria absoluta sem ter que fazer acordos com os verdes e a extrema-esquerda liderada por Jean-Luc Mélenchon, que obtiveram respectivamente 5,45% e 6,91% dos votos. Já a UMP e seus aliados devem conquistar entre 210 e 263 cadeiras.

Antes mesmo das eleições presidenciais, o PS e os ecologistas já haviam fechado um acordo de apoio recíproco nas legislativas, a fim de evitar as divisões dentro da esquerda.

Extrema-direita

A Frente Nacional ficou em terceiro lugar no primeiro turno com 13,6 % dos votos. O partido de extrema-direita vai participar do segundo turno no próximo domingo em 61 circunscrições, mas segundo as projeções deve obter no máximo três representantes no Parlamento.

Esse resultado se deve ao sistema eleitoral majoritário em dois turnos, que não permite uma representação dos partidos proporcional à votação obtida em nível nacional.

O sucesso do partido liderado por Marine Le Pen abriu um debate entre esquerda e direita. O PS defende uma estratégia de desistência recíproca, preconizando uma aliança entre esquerda e direita nas regiões em que a Frente Nacional tiver chances de eleger um deputado. Os líderes da UMP devem se reunir para discutir sua estratégia para o segundo turno, mas já deram sinais de que não aceitarão a proposta dos socialistas.

Personalidades

Em Hénin-Beaumont, no norte da França, Marine Le Pen ficou em primeiro lugar com 42,36% dos votos e vai disputar o segundo turno contra o socialista Philippe Kemel. Com esse resultado ela derrotou pela segunda vez o líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, que ficou em quarto lugar no primeiro turno da eleição presidencial e foi eliminado da corrida ao Parlamento.

Em La Rochelle, no oeste da França, Segolène Royal, ex-mulher do presidente François Hollande e candidata derrotada à presidência em 2007, vai disputar o segundo turno contra um dissidente de seu próprio partido, Olivier Falorni. A diferença entre os dois candidatos é menor do que as pesquisas de intenção de voto indicavam e a ambição de Royal e pode colocar em risco o projeto de Royal de se tornar presidente da Assembleia francesa.

O líder do partido de centro MoDem, François Bayrou, quinto colocado no primeiro turno da eleição presidencial, vai ter que disputar o segundo turno das legislativas no sudoeste do país com dois outros candidato e tem poucas chances de vencer no próximo domingo. Seu partido obteve apenas 1,76% dos votos em nível nacional.

Na França, qualquer candidato que obtenha ao menos 12,5% dos votos se qualifica para o segundo turno, portanto em algumas regiões os eleitores deverão escolher entre três ou até quatro candidatos.

O atual primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, foi reeleito deputado neste domingo na região Loire-Atlantique, no oeste da França.

 

 

 

 

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.