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França

Protesto contra governo Hollande termina com 250 presos e 19 policiais feridos

media Protesto contra o governo Hollande terminou em violência neste domingo, 26 de janeiro de 2014. REUTERS/Philippe Wojazer

Uma manifestação realizada neste domingo (26) em Paris contra o governo de François Hollande terminou em violência e a prisão de 250 manifestantes. A dispersão do protesto foi marcada por enfrentamentos que deixaram 19 policiais feridos, um deles em estado grave.

A manifestação anti-Hollande foi convocada por um movimento chamado "Dia da revolta", composto de católicos integristas, opositores ao casamento entre homossexuais, partidários do humorista Dieudonné, recentemente repreendido por racismo e antissemitismo, militantes de extrema-direita e neonazistas, entre outros grupos identitários.

Os manifestantes fizeram uma passeata entre a praça da Bastilha, na zona leste da cidade, e o monumento dos Inválidos, distante de 5 quilômetros, para denunciar "a ação do governo" e pedir a "destituição do presidente da República", considerado "incapaz" e "impopular" pelos manifestantes.

As autoridades estimam que 17 mil manifestantes participaram da passeata, enquanto os organizadores falam em 160 mil pessoas. No final do protesto, grupos de manifestantes encapuzados lançaram barras de ferro, lixeiras e garrafas contra os policiais.

Os slogans misturavam ideias de todo o tipo, com um denominador comum, o conservadorismo. As palavras de ordem mais ouvidas eram "A França para os franceses: azul, branco e vermelho", as cores da bandeira nacional, ou "Vai explodir, vai explodir".

Na manhã desta segunda-feira (27), o secretário-geral do maior partido de oposição (UMP), Jean-François Copé, condenou os excessos da manifestação, de acordo com ele "sem nada a ver com o espírito republicano". Segundo Copé, os militantes da direita não se identificam com esse tipo de violência.

"O que aconteceu é evidentemente condenável", declarou o secretário. "É claro que muitos de nós estão chocados com a maneira como o presidente da República põe abaixo nossa política familiar, despreza um certo número de valores aos quais somos ligados", prosseguiu Copé. O líder da oposição defendeu o direito de organizar manifestações, "mas sem quebra-quebra, slogans racistas e antissemitas, que são delitos punidos pela lei", concluiu.

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