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França

Guiana Francesa : colectivo exige um "novo estatuto"

media jody amiet / AFP

As negociações para acabar com a greve geral, que se arrasta nas últimas duas semanas na Guiana Francesa, foram retomadas esta tarde entre a ministra francesa do Ultramar e o colectivo que conduz o protesto. Este que, agora, exige um "novo estatuto" para este distrito ultramarino francês.

Passadas nove horas de debate entre a delegação do governo francês, representado pelos ministros do Interior francês, Matthias Fekl, e do Ultramar, Ericka Bareigts, e os sindicatos e representantes dos movimentos sociais que lideram os protestos, o diálogo foi interrompido sem se chegar a nenhum acordo.

Justiça, ensino, segurança, saúde : foram os sectores que estiveram no centro da discussão.

As negociações foram, esta tarde, retomadas, mas apesar da intervenção de carácter "urgente" nestas áreas, o investimento continua a não ser "suficiente" para o colectivo que mantém o movimento de protesto, uma greve geral que atinge uma dimensão sem precedentes na história da Guiana francesa.

Escolas, universidade, zona portuária, serviços administrativos e alguns sectores comerciais estão encerrados desde quinta-feira, e assim permanecem enquanto a greve não for desconvocada.

Os grevistas reclamam investimentos nos serviços de saúde, educação, economia e infra-estruturas, bem como um fim ao sentimento de insegurança, uma vez que uma em cada quatro famílias da Guiana Francesa vive abaixo da linha da pobreza.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.