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Trump, Coreia, Violência de Virgínia ou França

Trump, Coreia, Violência de Virgínia ou França
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 14 de agosto de 2017 RFI

As primeiras páginas da imprensa diária francesa estão dominadas por dois assuntos: Trump, violência interna e Coreia do norte e a operação militar Sentila em França.

Coreia, Venezuela, até onde Trump está disposto a ir?, pergunta em título, LE FIGARO. O presidente americano que disse estar pronto a utilizar a força contra a Coreia do Norte e ameaççou lançar uma operação militar na Venezuela, desequilibra a diplomacia mundial.

No seu editorial intitulado a Lógica de Trump, LE FIGARO, nota que quando o presidente chegou à Casa Branca houve um erro de interpretação, com as  pessoas chamando o bilionário americano um isolacionaista.

Confundiu-se proteccionismo e isolacionalismo. No espírito de Donald Trump, estava em primeiro lugar a América e a defesa dos interesses americanos no mundo. Se seguirmos esta lógica, nada nos diz que, eleito, o presidente americano iria deixar de intervir aqui ou acolá, em caso de ameaça.

É este raciocínio, que Donald Trump, aplica hoje em relação à Coreia do Norte e Venezuela, sublinha LE FIGARO no seu editorial.

Por seu lado, LE MONDE, destaca como segundo título, Venezuela, o desespero de jovens, que se sentem traídos pela oposição. Na Venezuela temos Resistência entre decepção e radicalização, nota LE MONDE.

Paralelamente, o mesmo vespertino, refere-se ainda a Charlottesville e Trump acusado de complacência frente à ultra-direita. O presidente americano que colocou no mesmo plano manifestantes neo-nazistas e militantes anti-racistas criou inimizades mesmo nas fileiras dos republicanos, nota LE MONDE.

Charlottesville, a Casa Branca, titula LIBÉRATION, descomplexada, pelo seu discurso desenfreado de Trump e do seu círculo próximo, a extrema direita desfilou sem complexos pelas ruas até ao drama mortífero de sábado, em Virgínia.

É a nostalgia da supremacia branca do sul confederado e evitando denunciar directamente o supremacistas, o Presidente que apontou o dedo a racistas e antifascistas, despoletou críticas de opositores que o acusam de poupar a sua base, sublinha LIBÉRATION.

Trump ressuscita fantasmas racistas da América, é o título do jornal L'HUMANITÉ, que se refere à morte duma mulher de 32 anos, no sábado, em Charlottesville.

Ela participava numca contra-manifestação de antifascistas, de militantes dos Black Lives Matter, a vida dos negros contam, quando um carro  lançou-se contra manifestantes, ferindo igualmente 19 pessoas.

O  rapaz de 20 anos ao volante do carro, foi preso, que tinha dito antes, à mãe, que ia participar numa manifestação dos "alt-right", a direita alternativa, que nas últimas semanas preparava uma grande manifestação com o slogan,"Manifestação para unir a extrema direita, sublinha L'HUMANITÉ.

Mudando de assunto, por cá em França, LA CROIX, titula, Que futuro para a operação Sentila? Com os seus soldados expostos em todo o país, no quadro da defesa anti-terrorista, o exército deseja um alijeiramento da sua implicação.

Os especialistas do exército apelam a uma reflexção mais ampla sobre o papel dos exércitos no território nacional. Temos que regressar a um emprego clássico das forças armadas como forças de intervenção rápida capazes de missões com objectivos precisos, pode-se ler no estudo, citado pelo jornal LA CROIX.

 


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