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Economia, França, Atentados ou Eleições em Angola

Economia, França, Atentados ou Eleições em Angola
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 24 de agosto de 2017 RFI

Recuperação económica em França, atentados terroristas na Europa ou na Nigéria, mas também eleições em Angola, são alguns dos destaques da imprensa francesa.

Confirma-se recuperação económica francesa, é o principal título do vespertino LE MONDE. Depois de 5 anos decepcionantes em termos de crescimentos, o PIB francês progrediu 0,5% nos 3 últimos trimestres.

A França beneficia duma conjunctura mundial favorável, com o consumo familiar a resistir e o investimento de empresas relançado. Esta retoma económica é uma boa notícia para o governo, cuja temporada política pós-férias se mostra complicada pelas suas escolhas de cortes orçamentais, sublinha, LE MONDE.

O governo face à dôr de cabeça do orçamento 2018, titula, LE FIGARO. O ministério da economia e finanças anuncia que a baixa de cotizações sociais será feita em dois tempos. Uma decisão que testemunha a dificuldade em concluir os orçamentos de Estado e da Segurança social.

No seu editorial intitulado, Uma oportunidade de ficar calado..., LE FIGARO, refere-se ao ex-presidente, François Hollande, que recomenda moderação nas reformas e que a França sempre se comporta bem graças à política.

Da boca de um homem que nos últimos 5 anos, deixou um passivo de 600 mil desempregados, um recorde da dívida pública, um défice comercial abismal, tais palavras suscitariam o riso, se o assunto não fosse dramaticamente grave, sublinha, LE FIGARO, no seu editorial.

Poder de compra: as mentiras de Emmanuel Macron, é o titulo do jornal L'HUMANITÉ. Trocar a contribuição social geral por cotizações sociais patronais faz o jogo da finança e será fonte de divisões.

O candidato Macron, comprometeu-se a aumentar o poder de comprar dos franceses, mas com essa jigajoga de substituir a CSG por cotizações que favorecem as empresas, são milhares de milhares de euros que serão assim subtilizados ao poder de compra dos franceses, sublinha, L'HUMANITÉ.

Em relaçao a assuntos internacionais, LIBÉRATION, faz o seu titulo, com esta citação: "Sou estudante e carrego comigo uma bomba, não se aproxime de mim", sob fundo de uma foto de uma jovem nigeriana.

LIBÉRATION, faz uma reportagem, na Nigéria, e cita testemunhos de raparigas raptadas pelos jiadistas de Boko Haram e que tinham como missão cometer atentados suicidas no nordeste daquele país africano.

Fátima, nome fictício, raptada e casada à força, levava com ela igualmente uma bomba em torno da cintura, e diz ao LIBÉRATION: "eu devia apertar o botão da bomba, mas não o fiz"

No seu editorial, Loucura, LIBÉRATION, nota que temos dificuldades em concebê-lo, mas os kamikazes, não são obrigatoriamente, pessoas descerebradas e fanáticas, prontas a matar um grande número de pessoas em nome duma pretensa causa ou ideologia.

São perfeitamente vítimas e Boko Haram fez disso, uma macabra especialidade utilizando crianças, na sua maioria, meninas, como bombas humanas, sublinha LIBÉRATION, no seu editorial.

É ainda o mesmo jornal, que se refere a Angola: um presidente vitalício de saída. José Eduardo dos Santos, dirigiu Angola durante metade da sua vida, mas não se recandidatou às eleições de quarta-feira e deixa a presidência aos 75 anos.

Não houve golpe militar, nem assassínio ou destitutição. Não, José Eduardo dos Santos, retira-se após 38 anos de poder. Não totalmente, pois, ele conserva a presidência do seu partido, logo com influência sobre o seu potencial sucessor, João Lourenço, se este for designado presidente.

José Eduardo dos Santos, que chegou ao poder, em 1979, é acusado de corrupção e de ter instalado familiares e amigos incondicionais em posições estratégicas.

A sua filha é dona da televisão por satélite ZAP e duma maneira geral a sua família controla sectores estratégicos da construção civil, agricultura, diamantes. Uma família bilionária, num país onde o desmeprego é endémico, sublinha, LIBÉRATION.

Enfim, LA CROIX, titula Ser muçulmano em Catalunha. Os atentados da semana passada arrasaram a imagem de uma comunidade bem inserida na sociedade catalã. Mas, no corpo do texto, o mesmo LA CROIX, descreve as falhas dessa integração, com imigrantes a viver nos centros das cidades desertados pelos catalães.

Os catalães acreditavam que tinham tido êxito na integração dos seus imigrantes muçulmanos. Com os atentados, descobrem fraquezas da organização do Islão que deixam espaço livre a todas as derivas, sublinha, LA CROIX.


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