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Macron governa a França por decreto

Macron governa a França por decreto
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 01 de setembro de 2017 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelas polémicas normas de governar por decreto do presidente, Macron em França.

LE MONDE, titula trabalho: o que mudam os decretos regulamentares. Os sindicatos divididos, os patronatos satisfeitos. Os textos modificam disposições-chave na vida das pequenas e médias empresas, nomeadamente, sobre o desenrolamento das negociações. A confederação comunista CGT denuncia o fim do contrato de trabalho e apela a manifestar contra a reforma, acrescenta, LE MONDE

Emprego: a reforma que pode mudar tudo, replica LE FIGARO; os 5 decretos apresentados pelo primeiro ministro, Edouard Philippe, vão simplificar o Código do trabalho com o objectivo de pôr fim ao desemprego de massa.

No seu editorial intitulado no encontro da reforma, LE FIGARO, utiliza a metáfora político-jurídica de governar à canetada, para escrever que a mão do chefe de Estado não tremeu. Macron tinha prometido lançar uma vasta reforma do Código do trabalho. Ela está no bom caminho, acrescenta o editorial do jornal LE FIGARO.

Lei do trabalho, as pistas para compreender, titula LE PARISIEN. Após três meses de concertação o governo divulga a sua refundação do código do trabalho. 36 medidas concretas que se dirigem em particular às pequenas, médias e micro empresas.

Uma das medidas são negociações sem sindicatos nas pequenas empresas e um tecto para as indemnizações em caso de despedimentos, nota LE PARISIEN.

Lei do trabalho, Obrigado Macron, titula LIBÉRATION. Uma lei à medida dos patrões. Os decretos apresentados pelo governo dão um salto maior adentro da liberalização do sistema social. E no seu editorial, Marcha atrás, LIBÉRATON, pergunta: Moderna, a reforma do código do trabalho?, respondendo com uma interjeição... humm!!

Código do trabalho rasgado, replica em titulo, L’HUMANITÉ. Com as 36 medidas, os trabalhadores têm tudo a perder, já que o executivo se inscreve de facto na linha das políticas liberais praticadas há décadas e encorajadas pelas directivas europeias.

Trabalho, os amortecedores duma reforma, pertence ao LA CROIX. A questão é a de saber se a flexibilidade necessária às empresas resguarda contrapartidas dos trabalhadores e empregados, observa LA CROIX no seu editorial.

Mudando de assunto, em relação à actualidade internacional, LIBÉRATION, dá relevo à tempestade Harvey nos Estados Unidos, para se referir a duas explosões numa plataforma do grupo francês Arkema, em Houston, sublinhando ainda o perigo químico numa fábrica inundada no Texas.

Por seu lado LE FIGARO, refere-se à América e o General Lee, que acordou os fantasmas da guerra civil, referência à sua estátua demolida em Charlottesville, por radicais afroamericanos.

Mas são estátuas de várias personalidades históricas que estão a ser demolidas, com um estudioso a perguntar, se começamos a deitar abaixo as estátuas, onde vamos parar, pois isto é nossa história, acrescenta LE FIGARO.

Sobre a África, LE MONDE destaca Camarões: o presidente liberta militantes anglófonos. A minoria linguística que se considera marginalizada lançou uma revolta contra o poder central de Yaundé.

Uma sublevação com tons de ira reina no seio da família Abine. A libertação deste antigo procurador junto do Supremo tribunal dos Camarões e candidato às presidenciais de 2011 acontece de maneira inesperada como quando aconteceu com a sua prisão, sublinha LE MONDE.

Enfim, uma nota desportiva com L’ÉQUIPE a titular tudo bom para a selecção francesa de futebol, que, no quadro das qualificações para o Mundial 2018, ganhou a Holanda por 4/0, uma França liderada pelo brilhante, Thomas Lemar


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